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NR 10: solução às indústrias, mas o treinamento e profissionalismo são essenciais

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

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Cumprir a NR 10 em locais com atmosferas explosivas é fazer prevenção (Foto: Pixabay)

O post desta semana sobre áreas classificadas aborda, em especial, a NR 10, a norma regulamentadora que trata das instalações e serviços em eletricidade. Sabemos que o texto da NR em vigor delimita de forma pontual as questões relacionadas às áreas classificadas. Porém, as indústrias que já faziam gestão sobre os riscos das atmosferas explosivas não têm grandes dificuldades em compreender os termos da norma, nem fazer adaptações.

Os pontos que quero destacar da NR 10 e que estão relacionados às atmosferas explosivas estão voltados ao treinamento de segurança. Antes da revisão da norma, não havia obrigatoriedade em treinar os eletricistas que atuam em áreas classificadas. Mas, felizmente, a NR 10 passou a determinar uma carga mínima de 40 horas, além da necessidade de manter prontuários e relatórios de inspeções. Conhecimento e competência nunca são demais, não é mesmo? Até porque essa formação técnica definida pela norma foi ao encontro de um treinamento mais direcionado à segurança em eletricidade, dando orientações sobre os procedimentos padrão para atividades em instalações em áreas classificadas. Assim, atualmente, as indústrias com risco de explosão precisam adotar o mapeamento dos riscos, com plantas de classificação atualizadas. E, por óbvio, os gestores das empresas preocupados com prevenção e proteção em áreas classificadas não deixam de cumprir as exigências da norma.

A partir de sua revisão, a NR 10 incluiu também a exigência de que as indústrias instaladas no Brasil seguissem as normas técnicas para instalações elétricas NBR 5418, em atmosferas explosivas, bem como a NBR 5410, que trata de instalações em baixa tensão.
São as normas brasileiras vigentes, ou em sua ausência, as normas internacionais, que devem direcionar todos os trabalhos de instalação, projeto, manutenção, reparo e ampliação de plantas industriais. Observem que, se alguma instalação não estiver coberta pela NBR 5418 ou pela NBR 5410, o especialista Ex precisa recorrer à norma IEC correspondente.
Já a legislação ATEX especifica as unidades industriais com risco de explosão, compulsória em países da União Europeia, desde 2006, obrigando que as empresas treinem os empregados, além de manter as plantas de classificação de áreas atualizadas e realizar constantemente a análise de risco de seus processos.

Nesses países, todos os equipamentos para uso em áreas classificadas, mesmo os que já estavam certificados anteriormente à ATEX, tiveram que ser homologados para atender aos novos requisitos.
Mas, afinal, qual é principal diferença da ATEX em relação à certificação brasileira para equipamentos Ex? A análise de risco adicional para a ignição deve ser feita por um organismo certificador, avaliando até a acumulação de carga estática dos aparelhos.

Segundo Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, fabricante de produtos com tecnologia contra atmosferas explosivas, o tipo de equipamento elétrico Ex sempre será definido com base na classificação de áreas, se houver probabilidade de um evento de mistura combustível, seja gás, vapor ou poeira, com o oxigênio. “Esses equipamentos devem atender às especificações previstas em normas”, reforça Raña.


6 Comentários

  1. Vinícius Carlos

    Apesar do aumento da percepção dos riscos em ambiente com atmosfera explosiva, ainda há um longo caminho para a prevenção em plantas industrias.

  2. Francisco Félix

    muito pertinente abordar os riscos em áreas classificadas. há pouca conscientização entre os gestores de indústrias com riscos de explosão.

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