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Norma a ser criada sobre limpeza urbana será bem-vinda aos coletores de lixo

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

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Norma pode preservar a saúde dos coletores de lixo (Foto Agência Brasil)

O trabalho diário de milhares de coletores de lixo compromete a saúde e os expõem aos acidentes de trabalho, mais ou menos graves. Já escrevi outros posts para alertar sobre o importante papel das ações de prevenção para com esses trabalhadores. Pelo tipo de contato com a matéria-prima, que é o lixo, os trabalhadores podem ser infectados por todo tipo de bactérias e substâncias tóxicas nocivas ao ser humano. A lista de perigos é grande e incorpora, desde os malefícios pela exposição aos raios ultravioleta, riscos de cortes e perfurações nas mãos e pés, até as doenças osteomusculares pelo excesso de peso. Isso sob o ponto de vista fisiológico, mas há também o aspecto moral, pois há uma carga enorme de preconceito contra esses trabalhadores. Conheci muitas mães que alertavam os filhos que não queriam estudar, ameaçando-os por meio de uma profecia sombria de que virariam, quando crescessem, lixeiros. E a discriminação não para por aí. Há muitas acusações e insinuações, levianas ou não, de que alguns coletores de lixo só conseguem trabalhar no ritmo diário porque são usuários de drogas e álcool.

Agora, lembro que, para qualquer tipo de problema há soluções, menos para a morte, que não deve ser encarada como adversidade, mas como uma realidade democrática. Apesar de ser uma profissão que presta um serviço a toda a sociedade, as atividades dos coletores de lixo e varredores de rua ainda não contam com parâmetros normativos. Agora, finalmente, um grupo de trabalho, composto por servidores da Coordenação-Geral de Normalização e Programas (CGNOR) do Ministério do Trabalho e Fundacentro, reuniu-se recentemente, para propor a criação de uma norma na área de limpeza urbana.

Segundo Alexandre Scarpelli, a proposta de criação de uma norma nesse segmento partiu dos empresários e trabalhadores para que haja um melhor entendimento sobre as necessidades do setor, bem como estabelecer parâmetros jurídicos e de segurança e saúde no trabalho. Participa dessa proposta, Tereza Ferreira, assessora da diretoria técnica da Fundacentro, que é pesquisadora e autora de obras sobre os coletores de lixo. O grupo conta também com a presença de Joelson Guedes da Silva (coordenador), José Almeida Junior, Alexandre Scarpelli, Acássia Leite, Gleides Freitas, Carolina Melo e Tereza Ferreira. Em breve serão divulgadas informações sobre a data da abertura da consulta pública referente à norma. #demorô.

 

6 Comentários

  1. Vanessa Lima

    essa categoria sofre com os preconceitos, mas qual cidade viveria sem os coletores de lixo? espero que a norma ajude nas condições de trabalho deles.

  2. Geovano Apolonio Da Silva

    boa noite! com essa norma 37 acredito que, vai melhorar muito mais fica uma observação, a maioria dos colaboradores de limpeza urbana são contratadas pôr órgão publico! muitas sem relacionada no regimento da CLT.
    como fica as situações desses colaboradores contratado ex: prefeitura.

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