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No Rio, dor nas costas e lesão de joelhos estão no topo dos afastamentos

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Dor no joelho gera afastamentos no Rio de Janeiro (Foto Pixabay)

Começo com uma alfinetada: será que Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, um dos responsáveis por tornar um Estado com status de ‘maneiro’, em falido, é também responsável pelos problemas nas costas e lesões nos joelhos dos trabalhadores, agravos de saúde que encabeçam a lista dos que mais geraram afastamento pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Estado do Rio, nos primeiros nove meses de 2017?

Nesse período, o instituto concedeu 133.817 auxílios-doença a cidadãos fluminenses. Não tenho porque defender Cabral, mas, ultimamente, tudo de ruim que acontece ao Rio, trata-se logo de culpá-lo. Porém, deixo a ironia de lado, para dizer que não é novidade que os problemas de origem muscular estejam no topo da lista do INSS. Não se precisa atuar no setor de saúde e segurança do trabalho para saber que não é de hoje que as lesões por esforço repetitivo tiram a capacidade laborativa de trabalhadores e, consequentemente, geram afastamentos.

Os afastamentos remunerados por doenças osteomusculares fazem parte do perfil ocupacional do brasileiro, pois o esforço físico está presente em milhares de postos de trabalho no País. Além disso, com o envelhecimento da população, aumentam as chances de dores nas costas, na coluna, e de lesões em nervos e tendões. Na maior parte das vezes, a dor nas costas de origem muscular surge devido ao cansaço, levantamento de pesos e, especialmente no ambiente de trabalho, má postura.

Se perguntarem a minha impressão sobre os dados expostos no levantamento do INSS, seção fluminense, direi sem hesitar: as empresas no Brasil ainda não investem em ergonomia, para adaptar as condições de trabalho às características fisiológicas dos empregados. Além disso, programas dentro das empresas que incentivem exercícios físicos de aquecimento, alongamento e flexões antes, durante a após a jornada laboral são muito importantes.

É preciso que haja uma mudança de comportamento das empresas, que centrem esforços em prevenção de doenças e acidentes de trabalho, não é? Não nos esqueçamos, nem tudo é culpa de Cabral, ainda que desde o tempo do seu xará, aquele do descobrimento, o Brasil tem problemas a resolver.

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