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No combate ao coronavírus em frigoríficos, governo lança manual de boas práticas

Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Manual para frigoríficos protegerem seus trabalhadores (Foto Pixabay)

Ficar em casa sabendo que há carne para comer, é privilégio de poucos. Falo isso sempre que escrevo sobre a segurança dos trabalhadores de frigoríficos, que é um setor que não parou e conta com inúmeros riscos ocupacionais. Com a pandemia do ‘vírus chinês’, esses trabalhadores contabilizam mais essa ameaça, de serem infectados e, pior,  a segurança alimentar da população Assim, os Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Economia (ME) e da Saúde produziram e lançaram um manual com recomendações para frigoríficos, para prevenir o contágio do vírus nos ambientes de trabalho.

O manual traz medidas de caráter geral, práticas de boa higiene e conduta, cuidados nas refeições e no vestiário, sobre as comissões internas de prevenção de acidentes, transporte de trabalhadores fornecido pelo empregador, máscaras de proteção facial, trabalhadores pertencentes ao grupo de risco, suspensão de exigências administrativas em segurança e saúde no trabalho,  procedimentos de contingência e retomada das atividades de setores ou do estabelecimento.

Obviamente, entre as ações importantes é que o empregador possa identificar e afastar os trabalhadores com suspeita ou com a confirmação da doença. Além disso, deve-se impor o distanciamento de dois metros entre cada funcionário na linha de produção, entrada no estabelecimento somente com máscara de proteção facial, proibição do compartilhamento de copos, pratos e talheres não higienizados, bem como qualquer outro utensílio de cozinha, evitar a aglomeração na entrada e saída da organização, entre outras.

É difícil fazer essas recomendações serem cumpridas na prática? Sim, é. Por exemplo, quando vou ao açougue, presencio os empregados próximos uns dos outros. Falta espaço, e essa logística ideal não funciona. Isso no que diz respeito ao açougue de bairro, pequeno, que busca sobreviver com procedimentos anteriores à pandemia. Já os grandes frigoríficos podem cumprir as recomendações do manual, como, por exemplo: “10. organizar os postos de trabalho de forma que haja um espaçamento de 2 metros entre os trabalhadores, preferencialmente, ou distância de pelo menos 1 metro, medido de ombro a ombro na linha de produção; 10.1. Atendidas as orientações dos itens 1, 2, 3, 4 e 5 e havendo o fornecimento de proteção buconasal, tais como: “toucas tipo ninja”, capuz, respirador ou máscaras de proteção facial, associado à utilização de vestimentas de trabalho estabelecidas pela vigilância sanitária, a empresa poderá adotar outro espaçamento seguro entre os trabalhadores do setor produtivo“

Em relação às exigências de SST, as medidas sugeridas no manual não significam qualquer supressão ou autorização para o descumprimento das Normas Regulamentadoras de Segurança do Trabalho.

Veja aqui o manual com orientações para frigoríficos em razão da pandemia da Covid-19

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Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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