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NBR 16.385, a regra é clara contra explosões em indústrias

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

A norma técnica NBR 16385 (da Associação Brasileira de Normas Técnicas), que entrou em vigor em junho de 2015, estabelece regras de fabricação, manuseio e armazenamento de pós combustíveis, que são produtos perigosos por terem alto índice de explosividade, e não podem ser negligenciadas pelas empresas. A Norma é voltada especificamente às indústrias e usinas que manuseiam ou estocam pós orgânicos, metálicos (advindos de produtos como alumínio, ferro e bronze) e farmacêuticos. Além dessas, o setor de agronegócio é um dos que mais requerem proteção contra explosões.

A publicação da Norma visou a aumentar a segurança dessas indústrias e, logicamente, de seus trabalhadores. A NBR 16385 totaliza 130 páginas e inclui a definição sobre o que é uma explosão e orientação sobre equipamentos que devem ser instalados para prevenir esse tipo de acidente. Em suas páginas, há ainda os requisitos de projeto, fórmulas para calcular dispositivos de explosões, além de aplicações com práticas adequadas de engenharia que podem ser reproduzidas em outras instalações.

Não nos esqueçamos que, apesar de não haver estatísticas oficiais sobre explosões em indústrias no Brasil, especialistas calculam que entre cinco e dez fábricas devem sofrer explosões de grandes proporções, com vítimas fatais todos os anos. Já nos EUA, segundo dados da Administração de Saúde Ocupacional e Segurança dos Estados Unidos (OSHA, em inglês), 13 explosões causadas por poeiras agrícolas ocorreram naquele País em 2005 e resultaram em duas mortes e onze feridos. Catástrofes, como o incêndio da Ultracargo, em Santos em 2015, tendem a aumentar a procura de proteção contra explosões e incêndios. Mas, como sabemos como funciona a lógica e o psicológico das pessoas no Brasil, depois de um tempo, tudo é esquecido.

Porém, há também a cultura do “chicote”, que é proteger a instalação por causa do aumento da fiscalização e da precificação desse risco pelas seguradoras. “Além do mais, um sinistro envolvendo explosão em ambientes industriais pode acarretar em responsabilidades civis e criminais dos gestores das unidades fabris”, lembra Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, especializada na prevenção de explosões e proteção de pessoas e ativos. Até mesmo os danos ambientes ao entorno das fábricas que sofrem acidentes podem levar uma indústria à grave crise financeira. Penso que, multas bilionárias tiram o sono de qualquer empresário.

Quer dizer, ou o cerco ao uso de equipamentos contra explosões se fecha, ou as novas instalações que não se adequarem a NBR 16385 não vão conseguir a liberação para funcionar junto ao Corpo de Bombeiros. Por isso, a gestão criteriosa e o cumprimento da NBR são atitudes sensatas para proteger usinas que contenham atmosferas explosivas.

2 Comentários

  1. Romulo Peres

    as empresas que armazenam pós potencialmente explosivos devem seguir à risca o roteiro de estocagem para evitar explosões. matéria perfeita! parabéns!

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