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“Não passe do limite, complete o tanque só até o automático”. A saúde dos frentistas agradece

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Campanha em prol da saúde dos frentistas (Foto Pixabay)

Muito se divulga que a exposição dos frentistas aos combustíveis leva a adoecimentos. O benzeno, que está presente na gasolina na forma de vapor, é uma substância cancerígena, podendo causar prejuízos à saúde dos trabalhadores. Como os problemas podem surgir no futuro, é no presente que as ações preventivas devem ser tomadas. Por isso, o Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso do Sul está reforçando a campanha “Não passe do limite – complete o tanque só até o automático”, na Capital e no interior do Estado.  Segundo José Hélio da Silva, presidente do sindicato, o abastecimento depois da trava do automático continua ocorrendo em postos de combustíveis, quer por desconhecimento da legislação ou por insistência dos consumidores. Os componentes químicos que exalam dos combustíveis são altamente tóxicos.

Segundo explica, respeitar esse requisito do abastecimento até a trava, que é lei em Mato Grosso do Sul, é importante, pois abastecer “até a boca” aproxima o trabalhador ao produto. O combustível excedente é armazenado no canister, dispositivo feito para absorver vapores gerados durante o processo de abastecimento. Seu vapor é mais pesado que o ar e pode se concentrar no nível onde estão as pessoas. Ele é inflamável, explosivo e altamente cancerígeno. Dissolve pouco em água e se fixa na gordura.

A Lei Nº 4.574 de 24/09/2014 dispõe sobre a condição de abastecimento de veículos automotores, proibindo completar o tanque após a trava automática de segurança das bombas.

A iniciativa da campanha visa a saúde e o bem-estar dos frentistas. Para isso, espera-se mudar essa cultura de encher o tanque até à boca, como normalmente é feito nos postos. Além disso, também o consumidor precisa conscientizar-se e impedir essa prática para o bem de todos.

4 Comentários

  1. Susana Hidas

    A profissão de frentista nem deveria existir mais, assim como a de ascensorista, cobrador de ônibus e empacotador de supermercado também não. Esses subempregos sobrevivem no Brasil porque interessa ao governo manter essa massa de gente sem escolaridade e, consequentemente, sem condição de pensar criticamente, sem saber como votar.
    Nos países civilizados essas profissões foram extintas; cada cidadão abastece seu próprio carro, aperta o botão do elevador, paga o ônibus com cartão e embala suas próprias compras. E ai do governo que fizer bobagem!

  2. Yigal

    Apoiado, Susana!
    Antes de cuidar da saúde do frentista, deveríamos nos preocupar com a educação dele. Assim, ele teria condições de exercer um trabalho que exija mais do seu conhecimento e remunere bem.

  3. Eunice do Rosário

    Certo. Vocês estão com a razão. Mas enquanto isso não acontece é preciso garantir a saúde do frentista que é um trabalhador humilde mas honesto.

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