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Não é só no Brasil que acontece explosão em silo

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Explosão em silos ocorre no mundo todo

Sabe de uma coisa? O problema de explosões em ambientes industriais é global! A partir de hoje meus textos sobre áreas classificadas são para fazer uma alerta mundial (rsrsrs).

A preocupação com ambientes com atmosferas explosivas deve ser universal, pois só por meio de proteção e prevenção é possível evitar catástrofes que destroem vidas de trabalhadores e instalações. Por que começo expondo os riscos em todo o planeta? Por causa de uma notícia do final do ano passado, sobre uma explosão de poeira em um silo na fábrica de uma companhia química na Coréia do Sul, que deixou um trabalhador morto e quatro outros feridos. Como se nota, esse tipo de sinistro não acontece somente no Brasil. A fábrica da Star Chemical Co explodiu num um complexo industrial na cidade de Gumi, no sudeste, quando o silo contendo poeira de ácido tereftálico pegou fogo enquanto os trabalhadores estavam removendo os tubos do silo.

Esse composto químico é usado como matéria-prima na produção de poliéster, conhecida na fabricação de roupas. Entre os empregados, estava Park, que foi atingido gravemente e acabou em óbito. Mais quatro trabalhadores também foram atingidos, mas conseguiram sobreviver.

Veja bem, pelo que foi divulgado sobre essa explosão de poeira no silo da fábrica, a empresa química estava adotando procedimentos para entrar em liquidação judicial devido a dificuldades financeiras. Depois desse acidente, certamente, a companhia terá seu rombo financeiro acrescido de problemas com a justiça.

Volto ao meu papel de explicar por que silos explodem, seja no Brasil ou na Coréia do Sul. O silo é um espaço confinado, ou seja, é um ambiente não projetado para ocupação humana, já que possui meios limitados de entradas e saídas. Portanto, mantém ventilação insuficiente para excluir os contaminantes, e possui pequenas concentrações de oxigênio.

O silo da fábrica sul-coreana armazenava o ácido tereftálico e, assim como silo de armazenamento de grãos, gera nuvem de poeira, criando as condições para uma explosão, se estiver em contato com uma fonte de ignição, o calor. “Tudo leva a crer que a poeira do ácido tereftálico ficou em suspensão no ar com o oxigênio e uma fonte de ignição levou ao sinistro”, analisa Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, especializada na prevenção de explosões e proteção de pessoas e ativos. Ele considera muito importante sensibilizar as empresas que mantêm silos a investirem em equipamentos de proteção contra explosões.

A grande maioria das explosões causadas pela poeira destrói vidas, sendo decorrência do descuido e da negligência das normas técnicas e requisitos legais.

 

 

 

3 Comentários

  1. Fábio Silva

    o grande problema é que as indústrias não querem fazer investimento em proteção e prevenção contra explosão.

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