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Namorado de Fátima Bernardes está preocupado com as mudanças das normas regulamentadoras

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral6

Deputado Túlio (Foto Portal da Câmara dos Deputados)

Vou repercutir a audiência pública realizada na semana passada na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público na Câmara dos Deputados, para discutir o processo de revisão das normas regulamentadoras de saúde e segurança de trabalho.

A iniciativa do debate foi do namorado de Fátima Bernardes, o deputado Túlio Gadêlha (PDT-PE). Ele estudou os números referentes aos acidentes de trabalho no Brasil, lembrando que o País figura no cenário internacional como o quarto do mundo em acidentes de trabalho.

Com ar de quem sabe das coisas, o rapaz criticou a intenção do governo em “reduzir em 90% as normas de segurança e saúde do trabalhador, e este Parlamento precisa se inteirar do tema”, justifica. Claro, o partido do moço faz oposição ao governo de turno. Mas, audiências públicas são sempre bem-vindas. O cidadão comum ou profissional de segurança do trabalho que esteve ligado à distância ao debate, formulou perguntas, e demonstrou sua preocupação com o que sairá da revisão. Foram feitas 22 perguntas, 35 mensagens enviadas, com 62 mensagens simultâneas. Isso demonstra que SST não é ainda um tema que desperta o interesse popular.

Mas separo algumas considerações feitas pelo público, que mostram as polêmicas que o setor desperta no País. Lívia Mattos de Souza Quitério, contrária à nova política do governo, disse: “De fato, as Normas Regulamentadoras precisam passar por revisão e atualização, mas o País, sendo o quarto no mundo em número de acidentes do trabalho, reduzir em 90% as NR’s, acredito ser um pouco equivocado. Estamos trabalhando para sermos o primeiro colocado? Ou para privilegiar alguma classe?”. Já Athos Rodrigues de Melo ponderou sobre a revisão: “A modernização das NRs é extremamente necessária. Hoje, apesar de tantas normas, ainda somos um dos campeões em acidentes de trabalho no mundo. Como podemos aumentar a efetividade NRs sem desproteger os trabalhadores?”. Fabio Eduardo Braga deu sua visão também: “Modernizar, no sentido melhor do que podemos esperar, é sim, atualizar os limites, impor regramentos modernos e mundialmente reconhecidos [ISO 45001 / 31000] e ACGIH, entre outras modernas referências. Aprimorar todos os requisitos e normas auxiliares e específicas e não simplesmente nivelar ’por baixo’, como acham outros”. E Leonardo Jose Neto Marques expressou sua opinião: “Acredito que temos a oportunidade ímpar nesta atualização, devemos ouvir mais quem atua diariamente em prol da segurança dos trabalhadores. Será que crescer o País a todo custo não observando os princípios de uma economia saudável é bom para o Brasil?”.

Vamos acompanhar as mudanças, pessoal!

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