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Na pandemia é preciso conter o vírus entre os catadores e trabalhadores da coleta seletiva

Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Risco do trabalho com recicláveis (Foto Pixabay)

Quem fala em ciência, medicina e recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a proteção e combate ao Covid-19 não sabe de nada. A própria OMS já chegou a dizer que o vírus não era transmissível, e depois deu no que deu: o planeta foi infestado com pacientes e mortos, infelizmente.

Mas não vamos desacreditar totalmente a ciência, não é mesmo? Por exemplo, estudo publicado pela New England Journal of Medicine avaliou a estabilidade do COVID-19 em diversas superfícies e estimou suas taxas de decaimento. Em superfícies de cobre, nenhum vírus viável foi medido após 4 horas, e no papelão, nenhum viável foi medido após 24 horas. Ou seja, o vírus infiltra-se no exterior de objeto, ficando mais ou menos tempo ‘vivo’ para se reproduzir e contaminar seres vivos. Inclusive, recomenda-se até lavar embalagens de produtos comprados em supermercados, para evitar trazer através deles, o vírus para dentro das casas.

Faço esse preâmbulo, porque as pessoas que trabalham como catadoras na coleta seletiva de lixo precisam de medidas contra o coronavírus. E, por isso mesmo, um grupo de trabalho organizado no âmbito do FMLC-BH (Fórum Municipal Lixo e Cidadania de Belo Horizonte) lançou o manual operacional ‘As atividades dos catadores e a coleta seletiva durante e após a pandemia de Covid-19’.

O manual visa à retomada da coleta seletiva nos municípios onde, por precaução, ela foi interrompida ou, onde ela continua, com medidas preventivas e condições sanitárias adequadas para evitar o contágio dos catadores. Visto que, o fato de trabalharem na coleta e na triagem com materiais recicláveis manuseados por diversas pessoas torna os catadores ainda mais suscetíveis à contaminação do Covid-19.

Afinal, o contágio pelos materiais é real, o que torna importante  implantar os procedimentos de desinfecção (calor, aspersão de solução de hipoclorito, quarentena), para controlar esse risco.

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