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Mulheres faltam ao trabalho por causa da violência doméstica. Os políticos estudam ações que combatam essa realidade?

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Realidade que precisa ser encarada sem meias palavras (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Em época de eleições, as mulheres são ‘usadas’ como plataforma política e coisas afins. Todos querem tirar uma lasquinha da condição feminina. Como mulher, acho que existe muita falsidade e conveniência por parte dos dominadores sociais. Ou não há?

Mas, para não fugir ao tema deste blog, vou refletir sobre recente pesquisa do economista José Raimundo Carvalho, professor da Universidade Federal do Ceará, que focou na violência doméstica contra as mulheres, e que incidiu em absenteísmo, ou seja, a falta ao trabalho dessas vítimas. O estudo constatou que 12,5% das mulheres empregadas nas capitais nordestinas sofreram algum tipo de violência doméstica nos últimos 12 meses. Destas, 25% afirmaram ter perdido ao menos um dia de trabalho em razão das agressões. Em 2016, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, juntamente com o Banco Mundial, já havia mostrado que em todo o mundo a agressão contra a mulher é o motivo para que 20% delas faltem ao emprego. Ora, os males causados pela violência doméstica, com lesões que as impedem de sair de casa para irem trabalhar, são inaceitáveis.

As vítimas, em geral, demonstram sinais nos ambientes de trabalho de que estão sofrendo violências. Como, por exemplo, para mascarar as lesões no corpo, passam a usar roupas de gola alta e mangas compridas até mesmo no verão. Além das mulheres agredidas, as empresas e o Poder Público também são vítimas dessa estupidez. Afinal, o empregador deixa de contar com a produtividade da empregada. Já o Poder Público, por vezes, a depender da lesão corporal, a mulher agredida precisará dirigir-se ao hospital, gerando gastos materiais.

O absenteísmo que é resultado da violência doméstica precisa ser divulgado, como faço agora, e os candidatos à presidência também devem colocar em seus planos de governo o combate e prevenção a esse tipo de violência, mal que atinge o plano privado e mesmo o poder público. E, sobretudo, como afirmou o pesquisador: “essa agressão é como um choque negativo no capital humano da mulher”.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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