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Motoristas de ônibus podem ficar surdos. O que fazer, afinal?

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Proteger os ouvidos com protetor auricular não é a melhor opção ao motorista de ônibus (Foto Pixabay)

Qual é o trabalhador que gosta de laborar com barulho? Vamos falar honestamente: creio que apenas os disc jockeys (DJs) gostam, não é mesmo? Eles trabalham reproduzindo músicas nas pistas de dança de bailes, clubes, boates e danceterias.  Sempre com volumes altíssimos. Misericórdia! Agora, pensem numa profissão com menos encanto, como a de motorista de ônibus. Pois é, esses imprescindíveis trabalhadores aos deslocamentos das pessoas sofrem com o alto barulho do motor do veículo rodoviário, que causa perda auditiva, uma das principais doenças ocupacionais no País.

Os problemas audiológicos em motoristas de ônibus já foram comprovados por meio de pesquisas, uma vez que a grande maioria dos coletivos urbanos transita com ruído acima do permitido. Os trabalhadores expostos a sons acima de 80 decibéis, como é o caso dos rodoviários, podem desenvolver a PAINPSE (Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados).

Como a solução aos riscos ocupacionais passa necessariamente pela aplicação das medidas preventivas, no caso dos motoristas de ônibus, mais do que entregar protetores auriculares, a ação deve ser de caráter coletivo, ou seja, os ônibus devem ter o motor traseiro e não dianteiro. No entanto, essa alternativa implicaria em leis estaduais e municipais, que proibissem as empresas que detêm a concessão dos serviços de transportes urbanos de comprarem veículos com motor dianteiro. De difícil solução, não?

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