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Motoboys estão comprometendo a saúde auditiva

Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Risco de surdez dos motoboys (foto Pixabay)

Com a famigerada pandemia do ‘vírus chinês’, o planeta virou de pernas para ar. As acomodações trabalhistas escancararam-se, como, por exemplo, o home office, e a necessidade de pedir comida pelos aplicativos I food e Rappi, com os alimentos chegando rapidinho por causa dos motoboys. Quem não vê esses trabalhadores em cima de uma motocicleta correndo de um lado para o outro? Inclusive, na semana passada escrevi um texto sobre o Projeto de Lei 3577/20, do deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), querendo criar direitos para os entregadores de aplicativos, que tramita na Câmara dos Deputados. Se o projeto for sancionado, a categoria pode perder sua oportunidade de trabalho, pois nenhum ‘patrão’ vai querer ter seus custos majorados.

Mas, hoje, mantenho a pauta com os motoboys, com outro enfoque, aquele que bem interessa nosso público leitor: saúde ocupacional. Acontece que com a maior demanda de trabalho, os mototaxistas estão sofrendo um efeito colateral, que é passar a ter um maior risco de perda auditiva em decorrência do barulho das motos e trânsito no dia a dia. E a situação se agrava quando há troca de escapamento do veículo.

O tema emerge em função de estudo Instituto Nacional de Surdez e Outras Doenças de Comunicação, nos Estados Unidos, que afirmou que o ruído de motocicletas pode comprometer a audição dos pilotos.

As motocicletas, principalmente as de média e altas cilindradas, emitem ruídos em torno ou acima de 95 decibéis. Sabe-se que, dependendo do tempo de exposição, ruídos acima de 85 dB podem causar alterações na estrutura interna do ouvido. A situação pode piorar, já que os motociclistas modificam o sistema de escapamento, utilizando ponteiras personalizadas, que elevam ainda mais o nível de ruído emitido pelos veículos de duas rodas. Sem contar a buzina, outra fonte de ruído perigosa para a audição, que não deve ser usada de maneira intermitente.

Outro risco grave é que muitos desses pilotos usam fones de ouvido para ouvir música em volume alto enquanto transportam os pedidos. Ou seja, atualmente, esses trabalhadores só querem ganhar dinheiro, amanhã, quando estiverem velhos, estarão surdos.

PROGRAMA “DIRETO À POLÊMICA”, COM CÉLIA WADA, QUE EXPLICA COMO SE DEVE FAZER O RETORNO SEGURO AO TRABALHO, APÓS A QUARENTENA DO PAÍS.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.</a

 

 

 

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