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Militar do Exército está exposto ao risco durante a missão de segurança no Rio, mas no cotidiano da caserna também é preciso prevenção

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

As Forças Armadas durante as atividades da intervenção no Rio de Janeiro. Além dos riscos, flores no Dia Internacional da Mulher (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A intervenção na área da segurança pública no Rio de Janeiro decretada em fevereiro pelo presidente Michel Temer, expediente previsto na Constituição, que está sendo executada por militares das Forças Armadas, já deu muito pano para mangas. Os adversários políticos do presidente levantaram todo tipo de crítica, especialmente por despertar os fantasmas da ditadura militar. A medida foi uma resposta à dramática situação de insegurança do Estado do Rio. Se dará certo só o tempo nos dirá. Não vou espernear contra a intervenção como fazem os políticos de oposição nem elogiar como fazem os baba ovo do governo da vez. O que faço é aproveitar o foco que se dá aos militares, para expor meu ponto de vista em relação à saúde e segurança desses combatentes, que é o ofício deste blog. Afinal, eles também são trabalhadores e como tais vivem expostos aos riscos da atividade.

Antes de entrar nos aspectos de prevenção aos riscos ocupacionais, vale relembrar a tarefa do Exército: garantir a defesa da nação, guardar plenamente os princípios da constituição e zelar pela manutenção da lei e da ordem. Em tempos de paz, uma das principais funções do Exército é defender as fronteiras brasileiras, garantindo a soberania do País. Também coordenar ação de apoio à fiscalização ambiental, missões de paz, assistência social e de saúde em comunidades distantes. Em superficial análise de riscos ocupacionais dos militares do Exército, vejo, por exemplo, que as tropas enviadas para as missões de paz em países de extrema pobreza, como a do Haiti, são colocadas em perigo de contrair inúmeras enfermidades, como febre amarela, malária, doença de Chagas, leishmaniose, além de ferimentos. Nos treinamentos em tempos de paz, ou, pior, durante a guerra, o militar convive com a possibilidade iminente de um agravo físico ou até a morte. No cotidiano da caserna, independentemente das ocasiões de conflito, as atividades são penosas no aspecto físico e psicológico. O ambiente laboral do militar, por causa das extensas jornadas de trabalho, tanto os praças como os oficiais ficam expostos ao risco ergonômicos, a agentes químicos, físicos e biológicos. Portanto, o gerenciamento do risco ocupacional no Exército Brasileiro precisa estar presente em tempos de guerra ou paz.

 Camuflagem que não pode ser localizada por binóculo noturno

Aproveito que abordo neste post a saúde e segurança do trabalho dos militares do Exército, para falar da técnica de camuflagem, utilizada em tempos de guerra. Camuflar significa proteger e ficar fora da vista de sensores do inimigo, durante as operações militares. A estratégia é mudar a forma de um alvo para que mimetize com o ambiente ao seu redor. Ou seja, uma maneira de proteção e prevenção. Ao usar uniformes com estampa camuflada, que reduzem a visibilidade, o militar ficará mais protegido contra o inimigo.

Felizmente, no Brasil já há tecnologia disponível em tecido, com padrão de camuflagem, que dificulta a visualização do militar que se desloca dentro de uma mata ou floresta, por exemplo. O uniforme camuflado é quase invisível quando focalizado por sistemas de visão infravermelho. A Santista Work Solution disponibiliza ao mercado seu produto Duracam, um tecido camuflado de alta tecnologia que aposta em resistência e conforto para o usuário. O diferencial do produto é que binóculos infravermelhos, utilizados em operações noturnas, não conseguem identificar a camuflagem, confundindo a visão do inimigo. Este lançamento é o resultado de um trabalho com colaboração da INVISTA™, que é um dos maiores produtores integrados de polímeros e fibras do mundo.

Sem dúvida, é um produto inovador, com foco em soluções para operações militares. Será que os militares lotados durante a intervenção do Rio precisarão desse tecido para subir os morros cariocas?

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