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Médicos do trabalho vão a Gramado para discutirem a relação… com os demais atores sociais

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Médicos do trabalho estarão reunidos em Gramado (Foto ilustrativa – Pixabay)

Vamos lá! A Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt) realizará um seminário de 4 a 6 de maio, em Gramado (RS).

A reunião da categoria de médicos do trabalho terá como foco os desafios que os profissionais enfrentam durante o exercício do trabalho e a importância da valorização da classe. Entendo que as incertezas e complexidades atuais impactam os médicos que vivem para promover a saúde dos empregados nos mais diversos ambientes produtivos. Quanto à valorização, que, segundo pesquisa feita nos EUA, em 21 países há um esforço por maior reconhecimento da profissão, não apenas no Brasil, a questão é mais complicada. Por quê? Será que os médicos do trabalho não se sentem recompensados como, por exemplo, um cardiologista?

Um profissional conquista respeito pelo modo que atua dentro de seu campo de trabalho. Conheço inúmeros médicos do trabalho excelentes, mas também já me deparei com médicos de empresas muito rasos em suas atribuições. Compreendo que a Anant, como associação, tem o direito de buscar mais visibilidade à categoria. Sei também que dentro do Serviço de Engenharia e Medicina do Trabalho (Sesmt), o médico do trabalho é um protagonista. Além disso, promover saúde e qualidade de vida da classe trabalhadora é uma missão de grande relevância na sociedade. Por isso, abro espaço para que os temas do seminário estejam destacados, pois mostram que os médicos do trabalho não estão apenas querendo confete, mas pretendem realmente discutir seu papel no Brasil, que urge ser moderno e menos desigual.

Márcia Bandini, especialista em medicina do trabalho e presidente da Anant, diz que o profissional precisa ser mais bem valorizado não só pelos pares da comunidade médica como também pelas empresas e trabalhadores. Segundo ela, além do amplo conhecimento que os profissionais precisam desenvolver no campo clínico para atender a diversidade dos ambientes de trabalho, eles precisam conhecer outras áreas afins, como ergonomia, gestão e psicologia do trabalho, legislação, toxicologia.

Bandini diz que o exercício da profissão exige habilidades e competências para lidar com diversos interlocutores. Na minha opinião, um grande desafio da categoria é exercer a função numa área de conflito de interesses, ou seja, devido à divergência entre capital e trabalho. De um lado, há os trabalhadores e, do outro, os empregadores. Daí, o médico do trabalho precisa interagir com esses dois lados em prol da proteção e promoção à saúde.

“Mas há outros atores sociais que acabam tendo uma interface com os médicos de trabalho, como o Ministério do Trabalho por causa das fiscalizações, Ministério da Saúde, seja pela assistência direta do SUS, como os centros de saúde do trabalhador, com a perícia médica para a concessão de benefício no INSS, além de termos interface junto aos sindicatos, com as comunidades e o próprio judiciário”, afirma.

Na verdade, o médico das empresas precisa ir além de prescrever o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) para, assim, ajudar na valorização da categoria.

Espero que, em Gramado, a Anamt dê mais um passo para capacitar e auxiliar a categoria a superar seus próprios desafios. Os trabalhadores agradecem!

 

 

3 Comentários

  1. Genivalda Silva

    Tânia, respeite os médicos do trabalho, que têm um papel importante para a melhorar a saúde dos trabalhadores do País.

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