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Logística reversa não dispensa a gestão de SST

A logística reversa é um instrumento que, a partir de 2010, foi introduzida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Seu objetivo é responsabilizar toda a sociedade, desde fabricante até consumidor, a partilhar pelo ciclo de vida dos produtos. Simples de entender: depois que seu celular foi trocado por um Smartphone, deve-se encaminhar o velho para um local de descarte adequado. Isso é uma pequena parte da questão, digamos que seja o enfoque do cidadão. No caso das empresas, essas devem instituir a política reversa, ainda que isso gere uma despesa elevada. E gera, obviamente. Exemplo: ao montar um setor de logística, uma indústria que invista no reaproveitamento do produto pode não conseguir recuperar os gastos inerentes ao processo de logística reversa por meio de vendas. Por isso é preciso difundir práticas e melhores soluções, para que as companhias saibam aplicar a modalidade, compensando os valores que serão perdidos devido aos produtos que não retornam de forma natural.

Hoje, cinco anos após da PNRS, qual é o papel da política reversa e o que tem a ver com segurança do trabalho, que é o tema deste blog? A logística reversa é o fluxo de retorno de um produto, durável ou não. É preciso ter uma destinação ao produto que deixou de ser consumido ou se este pode ser reciclado, deve-se fazê-lo voltar à indústria. Apesar do não mencionar de forma expressa à segurança do trabalhador, está implícito na legislação da política reversa a segurança do empregado em todas as atividades do processo. As empresas devem preparar o trabalhador para que evitem acidentes ou contaminação nesse processo. Por exemplo, ao retornar lâmpadas fluorescentes ao fabricante há o risco do mercúrio. Daí, o setor de logística reversa deve contar com profissionais especializados, em conjunto com o serviço de engenharia e segurança do trabalho, para prevenir acidentes. Nesse caso é essencial haver um sistema de embalagem, transporte e armazenagem para o trabalhador que for manusear o produto. As empresas devem levar em consideração todos os riscos de cada item ou artefato. A questão da segurança do trabalhador deve ser planejada obedecendo à legislação, normas e resoluções tanto de proteção do meio ambiente como do empregado, avaliando e instalando proteção a todos os riscos envolvidos. Ser responsável pelo ciclo de vida dos produtos não quer dizer que o trabalhador deve ficar vulnerável a doenças e acidentes do trabalho. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa…

Por Emily Sobral

 

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