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Já passou da hora de proteger as indústrias contra explosões

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Há como proteger uma indústria do risco de explosão (Foto Pixabay)

É altíssima a chance de um local, onde há oxigênio, misturado a substâncias inflamáveis sob a forma de gases, vapores, névoas ou poeira, explodir devido a uma faísca em contato com uma superfície, que atua como fonte de ignição do sinistro. Indústrias dos mais diversos segmentos convivem com as chamadas ‘atmosferas explosivas’ e nada fazem para prevenir o risco de suas instalações irem pelos ares.

O gás a alta pressão resulta em explosão, quando em contato com uma fonte de ignição. Mas para não dizer que tudo está perdido, há também, no País, muitas empresas que se preocupam com os riscos de explosão e tomam as medidas preventivas e de proteção. E como devem ser antecipadas as providências contra tragédias envolvendo explosão e incêndio em plantas industriais? Primeiramente, é essencial elaborar uma análise de risco, para conhecer os processos produtivos e estabelecer os critérios de armazenamento de matérias-primas inflamáveis.

Os fatores de ignição, que incluem os circuitos elétricos desses ambientes devem ser projetados e também controlados por meio de equipamentos diferenciados. E tudo isso deve ser feito por quem? Obviamente por profissionais especializados em área classificada, que é quando uma planta é identificada por zonas que indicam a quantidade de mistura explosiva existente no local, e são classificadas em Zonas 0, 1 e 2.

É uma equipe técnica habilitada que verifica a presença de agentes inflamáveis, suas características, como, por exemplo, o ponto de fulgor, temperatura e combustão espontânea, e equipamentos e instalações elétricas. Para manter a segurança de indústrias com atmosferas explosivas é necessário também o cumprimento de normas que estabelecem requisitos de segurança. No caso de partícula sólida combustível, formada, por exemplo, por farinhas de trigo, milho, soja e cereais armazenados em silos, desde julho de 2015, deve-se aplicar a norma ABNT NBR 16.385, que estabeleceu os parâmetros de fabricação, processamento e manuseio.

Já a NBR 15.662 rege os requisitos do programa de gestão de riscos de explosão em indústrias ou estabelecimentos comerciais que contenham riscos de explosão. E a norma regulamentadora 10 (NR 10), que trata de segurança em instalações e serviços de eletricidade, prevê certificações dos equipamentos e materiais elétricos em áreas classificadas.

A tecnologia LED também ajudou à proteção, uma vez que sua emissão de calor é menor do que as de vapor de sódio e metálico. A NR 10 estabelece ainda que os serviços elétricos em áreas classificadas somente poderão ser realizados mediante permissão para o trabalho com liberação formalizada ou supressão do agente de risco que determina sua classificação.

Além de seguir as normas, as indústrias podem contar com sistemas de proteção contra explosão para reduzir as graves consequências. “Além dos painéis para alívio de explosões há outros equipamentos de proteção, como abafador de explosão, para apagar sua chama, libertando o excesso de pressão, as válvulas antiexplosão que detêm a propagação de explosão em tubos durante uma deflagração, entre outros”, afirma Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, especializada na prevenção de explosões e proteção de pessoas e ativos.

Não será demais lembrar às indústrias: prevenção e proteção contra explosões nunca são demasiadas.

 

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