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Investigação de acidentes sem equívocos

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Parece-me evidente que a prevenção de acidentes de trabalho, por meio de cumprimento de normas e medidas de proteção, é o melhor para empregados e empregadores. Como sabemos, por lei, as empresas são obrigadas a garantir a segurança de seus funcionários. Infelizmente, o preferível nem sempre acontece. Tanto que, segundo dados oficiais, o Brasil tem 700 mil acidentes de trabalho por ano. As razões que levam aos infortúnios laborais são inúmeras, desde descuido do trabalhador até maquinários impróprios. Diante disso, em vez de colocar as mãos na cabeça, os profissionais das áreas de segurança do trabalho das empresas têm uma importante ferramenta para evitar que mais acidentes aconteçam: a ‘investigação’ de acidente de trabalho.

Uma equipe bem preparada, utilizando os métodos científicos de análise, pode transformar a tragédia de um trabalhador em medidas que impeçam novas ocorrências. Bem, a investigação de um acidente deve buscar, por princípio, a sua causa raiz. Ou seja, descobrir qual foi o motivo inicial que o desencadeou. Sim, sabemos que muitos fatores podem influenciar na causa do acidente. Há o trabalhador, método de trabalho, equipamentos, matéria-prima e gestão dos processos. Porém, uma investigação de acidentes para ser bem-sucedida não deve incorrer no equívoco de se atentar apenas ao último evento anterior à ocorrência do acidente. Afinal, por quê? Simples, pois um acidente de trabalho, em geral, é multicausal. Se o trabalhador caiu da escada, não significa que estivesse desatento, resultando numa ação insegura. A investigação requer ir mais profundamente aos fatos, para se perceber sua sequência e consequências. No caso do exemplo da escada, pode-se, ao final da investigação, concluir que o equipamento estava com defeito.

Outro erro comum em investigação de acidentes é enxergar o fato com certezas pré-concebidas. A primeira impressão não deve influenciar a percepção dos fatos. O investigador não pode apurar o acidente tendo um juízo já esboçado. Para buscar a causa raiz, que é o ideal numa investigação, o profissional não deve conduzir o trabalho para um lugar óbvio e superficial. Não se concluiu investigação de acidentes guiando-se pela primeira impressão. Parafraseando uma máxima do futebol: o resultado da investigação só ocorrerá quando acabar, depois do apito final.

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