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Honestidade e consciência sobre prevenção devem nortear eleição da CIPA

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Na eleição da CIPA não vale acertos espúrios (Foto Pixabay)

Os escândalos envolvendo políticos já não são mais aceitos passivamente por grande parte da população brasileira. A Operação Lava Jato mostra que crimes de corrupção não podem ficar impunes. A torcida é grande para que os criminosos de colarinho branco sejam condenados e vejam o ‘sol nascer quadrado’. Honestidade e ética são atributos necessários na construção de uma sociedade civilizada, não é mesmo? Mas, e a integridade de cada brasileiro comum é mais digna do que a dos políticos? Ou essa classe reflete a alma do cidadão que também é desonesto, especialmente quando tem oportunidade, corrompe-se?

Não sou analista política, pois minha praia é saúde e segurança do trabalho. Mas faço essa introdução para chegar ao tema da eleição da CIPA e à compra de votos por empregados. A eleição para a CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) é um dos momentos mais importantes dentro do contexto da segurança do trabalho. Os candidatos escolhidos para um mandato de dois anos têm a missão de observar e relatar as condições de risco nos ambientes laborais, para solicitar à empresa medidas que reduzam os perigos aos quais fica exposta a maioria dos empregados. As chapas dos cipeiros são escolhidas por meio de eleições. Os funcionários elegem quem pode melhor representá-los no quesito prevenção. Pois bem, sabe o que frequentemente acontece nas empresas durante o período de eleições da CIPA?  Compra de votos. Os candidatos costumam oferecer bobagens, como bombons ou algum tipo de promessa. Oh, God, isso demonstra que a segurança e integridade dos empregados são trocadas por benesses infantis. Os empregados que são eleitos membros da CIPA devem zelar pelas condições de trabalho livres de riscos de acidentes e doenças ocupacionais, estabelecendo uma relação de diálogo e conscientização.

Se para serem eleitos esses candidatos querem comprar votos, já demonstram que não têm condições de honrar com os objetivos da CIPA. Suponho que esse ilícito moral ocorra por causa da estabilidade no emprego, prerrogativa da comissão. Muitas vezes, quem se candidata está na verdade almejando apenas a estabilidade e não a missão nobre de prevenção. Para que esse tipo de prática não ocorra é preciso conscientizar todo o quadro de empregados. Escolher os melhores membros é uma forma de preservar a própria integridade física. Por isso, o perfil do candidato deve ser o de alguém que conheça as questões de SST e saiba dialogar com superiores.

Pergunto: será que um processo eleitoral mais moderno reduziria as ocorrências de compra de voto? A inovação é sempre bem-vinda. Lembro que já há no mercado um sistema de CIPA Online, da FQL Solution, em que a votação para a seleção dos membros é feita em urna eletrônica pela internet. A ferramenta aumenta a participação na escolha dos representantes, automatiza o processo, acelera a apuração dos votos e garante mais segurança e eficiência no resultado. Para os eleitores, os empregados da empresa, aproveitar a praticidade da CIPA Online é importante, mas examinar a honestidade dos candidatos também é.

 

6 Comentários

  1. Geraldo Adão

    Realmente, o problema do Brasil é a desonestidade do brasileiro. Os políticos sem caráter são reflexos desse padrão infame.

  2. Fátima Mei

    Quem entra na CIPA tem que lutar por melhores condições de trabalho e segurança. Nada a ver ser comprado com bobagens.

  3. Sulamita Saad

    Essa votação eletrônica resolve muito bem a questão da eleição dos membros da CIPA, mas nós brasileiros precisamos melhorar nosso caráter.

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