• Extingue
    Extingue
  • Portal PatiSeg
    Portal PatiSeg

Homens trabalhando na pista e sem desvios no comportamente de segurança

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

É preciso estar capacitado para operação com máquinas (Foto Pixabay)

Leis, normas, regulamento e requisitos técnicos são o que não falta para a segurança dos trabalhadores no Brasil. O problema, infelizmente, é o tal do ‘jeitinho’ do povo, que não se incomoda em ferir os preceitos de proteção, especialmente no ambiente laboral. O resultado desse perfil são os números alarmantes de acidente de trabalho no País. Então, vou fazer uso deste espaço para insistir e divulgar os procedimentos seguros em operações de equipamentos como perfuratriz, rolo compactador, pá carregadeira e escavadeira. São todas máquinas de ‘grande porte’ que ajudam a execução de enormes obras de infraestrutura, capazes de proporcionar mais economia e redução de tempo. Agora, como ninguém está falando de carrinho de bebê, os trabalhadores que não cumprem com as regras de segurança correm sérios riscos de acidentes, inclusive fatais. O empregado que manobra esses equipamentos precisa ser treinado e capacitado em sua operação. Numa obra, o operador por apertar qualquer botão do veículo precisa ser qualificado e estar num local bem iluminado. Para que ninguém se machuque, todas as partes móveis devem ter proteções apropriadas. É claro que ligar ou desligar uma máquina dessas precisa ser uma tarefa fácil, mas medidas devem ser tomadas para que isso não aconteça de forma involuntária. Assim, é necessário haver um dispositivo de bloqueio que impeça seu acionamento por pessoa não autorizada.

Também os dispositivos de partida, acionamento e parada devem ser projetados e instalados em zonas fora de perigo, em local que impeça o acionamento ou desligamento acidental do operador. Em caso de emergência, outro colega deve conseguir interromper o funcionamento do equipamento. Antes de colocar uma máquina para funcionar, o manual fornecido pelo fabricante, elaborado a partir da análise de risco, com todas as indicações e procedimento de trabalho e de segurança, deve ser lido pelo operador e seu superior. Na pista, a sinalização de segurança para alertar os trabalhadores deve ser visível, podendo abusar de cores e símbolos. As partes com maior risco de acidente devem ter inscrições em português, sempre legíveis. Logicamente, para manter a integridade do operador, as máquinas e os veículos de transporte precisam de manutenção preventiva e corretiva com data marcada pelo fabricante. As normas técnicas precisam ser seguidas.

Inspeção, reparos, limpeza, manutenção e ajustes, tudo só pode ser feito por profissionais capacitados, qualificados ou legalmente habilitados. Os itens a serem cuidados são freio, direção, sistema elétrico e cabos de tração e suspensão. Quando necessário, é interessante realizar ensaios não destrutivos nas partes que são submetidas a muita força, pois com o desgaste, elas podem causar acidentes. As inspeções devem ser registradas em documento específico. O que não pode faltar: datas, falhas encontradas, medidas preventivas adotadas e também a indicação de pessoas, o técnico ou empresa habilitada que fez o serviço. Além disso, para operar nas estradas, o veículo deve ter autorização do departamento de estradas de rodagem do estado. Para trafegar, precisa também estar padronizada, constando o prazo de validade, os itinerários e horários de ida e volta.

O trabalhador brasileiro não precisa ter comportamento de lorde inglês, mas seguir ao pé da letra os procedimentos de trabalho e segurança, isso sim, sem dúvida nenhuma.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

 

Um Comentário

Deixe uma resposta



This blog is kept spam free by WP-SpamFree.