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Homens acidentam-se mais do que mulheres, diz IBGE. Faço meu diagnóstico para explicar o resultado

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

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Homens! Mais cuidado para não se acidentarem

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada no último dia de junho, os homens se acidentam mais no trabalho que as mulheres. Ora, com todo respeito aos pesquisadores do instituto, eu chegaria a essa conclusão sem ir a campo nem questionário.

Antes de divulgar os números da pesquisa do IBGE, vou fazer uma análise pouco feminina, pois pragmática: homens são imprudentes porque não querem demonstrar medo. No ambiente de trabalho, onde ainda detém o melhor cargo e salário, o homem não quer saber de perder tempo com firulas. Proteger-se? Um dia desses, entrevistei um coordenador técnico de um fabricante de equipamento de proteção individual, que afirmou que há trabalhadores que não gostam de usar luvas de proteção, pois acham que é coisa de maricas. Esse coordenador, um profissional empenhado com a causa da prevenção, mostrava-se inconformado com a realidade do mercado de luvas. Poxa, pensei, como é que um operário da construção civil pode trabalhar sem luvas de proteção? Prefere martelar e perder os dedos? Isso que é ser homem com h maiúsculo.

Na organização do trabalho, o homem não gosta de “enxergar” aspectos psíquicos que venham a atrapalhar sua produtividade. No trabalho, eles preferem aceitar um determinado nível de risco, para manterem-se humanos. Afinal, arriscar-se faz parte de sua natureza. Absorver a cultura de segurança é aceitar mudanças de comportamento, o que os homens também não são chegados. Os machos, mais do que as fêmeas, gostam de flertar desavergonhadamente com o risco. Eventos dramáticos não estão nas cabeças masculinas.

Essa análise cheia de generalizações é a forma de mostrar a minha aversão à falta de zelo pela prevenção, que a pesquisa do IBGE demonstra. Os homens gostam mesmo é de velocidade e praticidade, daí o desprezo por cuidar-se, especialmente no ambiente de trabalho. Parece-me que pensam: se sei trabalhar, isso basta.

Agora, aos números da pesquisa: 3,5 milhões deles se machucaram no serviço. Elas foram 1,5 milhão. Em 2013, base para o estudo, 3,4% de todos os trabalhadores foram vítimas de acidentes de trabalho — aproximadamente cinco milhões de pessoas. O IBGE informou ainda que a população pesquisada era composta por 56,7% de homens e 43,3% de mulheres.

 

4 Comentários

  1. ROBERVAL JANELI SANTOS

    Muito boa sua matéria.
    Os homens são cuidados pelas mães, essas ensinam homem não chora etc.. Fica difícil não se achar macho para enfrentar qualquer tipo de tarefa.( se nos esportes se tem um treinador, porque nas obras não tem esse profissional,tudo muda o tempo todo)
    Na minha opinião é necessário orientar esse trabalhador mudando esse paradigma e implantar A Gestão em Engenharia de Segurança do Trabalho.

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