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Há solução para proteger as indústrias de explosão

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Proteção contra explosão em indústria é prioridade (Foto: PIxabay)

Escrevi já vários textos sobre os riscos de explosão em indústrias. A questão relevante é que a falta de conhecimento e até o descaso com o risco por parte dos responsáveis pelas empresas são reais. E para que menos sinistros aconteçam, vejo que há uma urgente necessidade de se divulgar as razões, batendo nessa tecla.

Mas, afinal, o que é necessário para ocorrer uma explosão em uma indústria? Existe uma relação perigosa dos ambientes com atmosferas explosivas, que é a combinação de uma determinada proporção de produto inflamável (gás, vapor ou pó), oxigênio e faísca (fonte de ignição), que podem resultar nas tragédias.

Mas, sem dúvida, há procedimentos que levam ao gerenciamento desses riscos. São medidas identificadas como prevenção ou proteção. No Brasil, há legislação sobre atmosferas explosivas, que é representada pela Portaria Inmetro 164, de 1991. Essa Portaria já foi revisada inúmeras vezes e, a mais recente, é de 2010. Porém, apesar dessas atualizações, o objetivo das certificações manteve-se restrito aos equipamentos elétricos para atmosferas explosivas.

Já as normas técnicas e os sistemas internacionais de certificação do IECEx oferecem uma visão mais abrangente, apontando para a necessidade do ciclo total de vida das instalações com atmosferas explosivas. E o que vem a ser isso? Ora, para prevenir e proteger o risco de explosão em indústrias dos diversos setores é preciso haver uma estrutura técnica capacitada em áreas classificadas. Assim, devem ocorrer as certificações de empresas de prestação de serviços “Ex”, de competências pessoais “Ex” (profissionais) e de equipamentos elétricos e mecânicos “Ex”.

Roberval Bulgarelli, engenheiro da Petrobras e coordenador do COBEI, o órgão responsável pela elaboração das normas técnicas brasileiras nas áreas da eletricidade, eletrônica, iluminação e telecomunicações, diz que a sociedade brasileira necessita conscientizar-se para os riscos relacionados com atmosferas explosivas e cobrar das entidades reguladoras, acreditadoras e agências brasileiras, a execução de ações de atualização e alinhamento das exigências legais brasileiras sobre esse tema, os quais estão muito defasados em relação aos internacionais. “No âmbito de requisitos legais ainda não há na legislação brasileira, por exemplo, quesitos sobre certificação de competências pessoais ou de empresas de prestação de serviços “Ex””, afirma Bulgarelli.

Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, especializada na prevenção de explosões e proteção de pessoas e ativos, lembra que a qualificação de todos os envolvidos no ciclo total de vida das instalações com atmosferas explosivas é uma forma racional de se enfrentar o problema das explosões. “Cada instalação industrial requer uma avaliação única que inclui quantificar o risco, definindo as características de deflagração para o material do processo, com testes, entre outra medidas.

Ou seja, a proteção só será efetiva se for executada por empresas e profissionais qualificados em áreas classificadas”, finaliza.

 

 

5 Comentários

  1. Wanderley Lúcio

    “A sociedade brasileira necessita conscientizar-se para os riscos relacionados com atmosferas explosivas e cobrar das entidades reguladoras”. concordo plenamente.

  2. celia wada

    O grande problema que encontramos é um só: FALTA DE RESPONSABILIDADE…

    De quem contrata e de quem faz.
    Contrata-se não baseando na necessidade real e sim, apenas por cumprimento legal daí o que vale não é a CAPACITAÇÃO E A HABILITAÇÃO e sim o PREÇO!
    Posso alegar isso com toda consciência porque, trabalho bem feito custa caro.
    Não dá pra se analisar um risco sem REALMENTE estudar e analisar esse risco PORÉM, que analisa tem que REALMENTE CONHECER.
    Nossa empresa tem uma forma bastante diferente de trabalhar…
    É uma forma bastante interessante que estamos procedendo onde fazemos as adequações obrigatórias legais integradas. Isso dá comodidade, baixa de custo, e segurança pra quem contrata os serviços.
    Integramos todas as adequações obrigatórias em um mesmo serviço, desde o Laudo até a certificação da adequação.
    Vou dar um exemplo, no cumprimento obrigatório da NR12 que é a segurança de máquinas e equipamentos – Fazemos a adequação da segurança da máquina, em conformidade ergonômica (NR17) e alencamos a adequação da máquina a NR10 que é a elétrica. Fazemos o laudo das regularidades e irregularidades, fazemos o projeto de adequação, executamos o projeto e finalizamos ATESTANDO (tudo mediante a ART de responsáveis habilitados e capacitados) a regularidade e a conformidade da maquina e equipamento frente as legislações obrigatórias. Ainda, finalizando, ministramos os treinamentos obrigatórios pertinentes.
    Isso é responsabilidade – SABEMOS O QUE FAZERMOS!
    Pode vir conferir!
    Célia Wada
    http://WWW.MUNDOERGONOMIA.COM.BR
    http://WWW.CMQV.ORG

  3. A. Kelper

    A certificaçao de profissionais tanto nos outros paises, quanto aqui, eh voluntaria. Obrigatoria eh a capacitaçao, que ainda nao vem sendo feita de forma adequada pelas empresas.

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