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Graves acidentes explosivos não ocorrerão se as indústrias seguirem as normas de proteção

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Contra explosão há medidas a serem tomadas (Foto Pixabay)

As plantas industriais com atmosferas explosivas estão presentes em refinarias de petróleo, plataformas offshore de produção, unidades petroquímicas e químicas, fábricas de solventes e tintas, bem como em instalações armazenadoras de grãos, como silos. São ambientes denominados de áreas classificadas, pois contêm gases inflamáveis ou poeiras combustíveis. Não há como botar para produzir e funcionar instalações como essas sem instalar sistemas de proteção e prevenção. Aí é uma questão de responsabilidade para com os empregados da indústria, que não podem ficar vulneráveis a acidentes de trabalho, caso a fábrica possa ir pelos ares.

As instalações elétricas, de telecomunicações, instrumentação e mecânicas dentro dessas indústrias devem ser especificadas pelo grau de risco, a partir de um estudo de classificação de áreas. Tudo, evidentemente, executado seguindo rigoroso padrão normativo e técnico, por gente capacitada. Amadorismo em áreas classificadas potencializa o risco inerente dos ambientes com atmosfera explosiva.

Veja o caso de um equipamento elétrico a ser instalado na unidade de produção. Este não pode vir a ser uma fonte de ignição, quando instalado indevidamente. Muitas das etapas para proteção contra explosão requerem um estudo prévio aprofundado específico do local para que se encontrem os adequados sistemas com características de proteção Ex, evidentemente com certificados de qualidade. Nesse particular, as normas técnicas do País, que são equivalentes às normas internacionais IEC, são as ABNT NBR IEC 60079-10-1 e ABNT NBR IEC 60079-10-2 que expressam as ‘zonas’ onde estão as misturas e suas quantidades de substâncias inflamáveis.

Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, especializada na prevenção de explosões e proteção de pessoas e ativos, lembra que o documento de marco regulatório comum para equipamentos utilizados em ambientes de atmosferas explosivas publicado pelas Nações Unidas, em 2011, foi um fato importante para o segmento. Com o documento, os países-membros que não possuem legislação no setor de atmosfera explosiva podem usar o modelo para iniciar sua normatização local. “Além disso, os fabricantes de equipamentos e serviços devem ser competentes e devidamente certificados, conferindo a total segurança em ambientes com risco de explosão”, finaliza Raña.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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