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Finalmente os sindicatos reivindicam saúde e segurança dos trabalhadores

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

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Saúde e segurança devem ser prioridade dos profissionais de SST, ah, e dos sindicatos também (Foto: Pixabay)

Como ontem, 27 de novembro, foi comemorado o dia do Engenheiro de Segurança do Trabalho e do Técnico de Segurança do Trabalho, não poderia deixar de começar este post tratando do papel dos sindicatos. Sabemos que em épocas de crise econômica e desemprego, os trabalhadores que estão empregados temem ser demitidos. Aos desempregados e que estão buscando uma recolocação, o objetivo principal é encontrar uma nova oportunidade profissional.  Já, em período de pujança da economia, os empregados ficam mais ‘fortes’ para buscar melhores reajustes salariais e benefícios. Quando estão na mesa de negociação com os representantes dos patrões, os empregados discutem e reivindicam melhores salários, abonos salariais e índices de reajustes acima da inflação, não é mesmo? Durante muito tempo, os sindicatos que encabeçam as pretensões dos trabalhadores junto ao patronato estiveram pautados nas questões monetárias. A saúde e a segurança do trabalho passavam ao largo do pleito buscado. A despeito do cenário recessivo e da legião de trabalhadores sem emprego hoje no Brasil, há uma boa notícia a ser festejada. Trata-se do novo viés e conscientização dos sindicatos em relação à pauta de reivindicação durante as negociações coletivas. Sim, os sindicatos estão priorizando temas que têm relação com a saúde do trabalhador, segurança e acidentes no trabalho, doenças profissionais, condições laborais e uso de maquinário.

Um dos papéis essenciais dos sindicatos é observar as condições de trabalho e os reflexos diretos e indiretos sobre a saúde. Atualmente, a ação sindical tem buscado interferir na regulação dos acordos coletivos para melhorar as condições de trabalho. Com isso, as centrais sindicais têm atuado para ampliar e aperfeiçoar a normatização e legislação nesse campo de SST. Além disso, muitas entidades estão investindo na atuação no local de trabalho, especialmente por intermédio das CIPAS (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), para que o trabalho seja executado em condições adequadas em termos de saúde e segurança.

Segundo dados compilados pelo DIEESE, no Anuário da Saúde do Trabalhador (2015), até as cláusulas associadas à saúde psicológica já estão presentes em 26% das convenções e dos acordos coletivos, o que significa que triplicaram em 10 anos. Todos sabem que as reivindicações salariais são importantes, mas não era correto o desprestígio de temas tão importantes como a saúde e a segurança do trabalho serem relegados a segundo plano pelos sindicatos. Ao trabalhador, a pior perda é o afastamento por doença ou acidente no ambiente laboral. O dindim é importante, mas a segurança física e mental é muito mais. #prontofalei.

 

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