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Filme envolvente alemão ganha prêmio em festival europeu. Quem é do setor de SST não pode deixar de assistir

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Imagem de divulgação do filme Marina (Foto: Divulgação)

Devo confessar que mesmo escrevendo sobre saúde e segurança do trabalho desde 2009 nunca tinha ouvido falar de uma iniciativa da Agência Europeia para a Segurança do Trabalho, que considero, agora que descobri, extraordinária. Trata-se do prêmio de cinema “Locais de trabalhos seguros e saudáveis”, como uma das categorias do Festival Internacional de Leipzig de Cinema Documental e Animado. Juntamente com o prémio de 5000 EUR, a EU-OSHA financia igualmente a sua legendagem em várias línguas europeias para utilização pelos realizadores e a distribuição pela rede de pontos nacionais da EU-OSHA em todos os 28 Estados-Membros da UE e outros países europeus.

Será que  não conhecia ainda porque vivo num país latino-americano, sem dinheiro no bolso? Mas colocando o ‘complexo de vira-lata’ para escanteio, a partir deste ano passo a divulgar neste blog esta premiação, que não é o Oscar da Academia de Hollywood, mas é de alto nível artístico, para um tema tão técnico. Ah, o prêmio está aberto aos produtores desde 2009, justamente quando entrei para cobrir o setor de segurança do trabalho. O prêmio vem ao encontro do que sempre defendo aqui em termos de divulgação da prevenção à saúde e segurança dos trabalhadores, que deve ser tratada com leveza, humor e arte.

Volto ao prêmio, que distingue um documentário ou um filme de animação que incida sobre o ser humano num mundo laboral em mutação.O filme deve abordar os efeitos das mudanças políticas e econômicas na maneira como vivemos e trabalhamos ou temas relacionados com o trabalho, como as condições físicas e psicossociais e os riscos existentes e emergentes no local de trabalho.

Especificamente em 2018, o filme Marina, dirigido por Julia Roesler, ganhou o prêmio na categoria temática do trabalho. O filme analisa a exploração de mulheres que se deslocam dos países do leste europeu para procurar trabalho no setor da prestação de cuidados aos idosos no Ocidente. Vi a sinopse da obra e a considerei de forte empatia, pois a personagem mostra a questão da hierarquia laboral mundial, em que a necessidade econômica cria desequilíbrios entre trabalhador e patrão. A necessidade de dinheiro faz com que algumas mulheres deixem as suas famílias no país de origem para preencher as lacunas da prestação de cuidados aos idosos no Ocidente. Marina, uma enfermeira romena, mostra-se incansável até ao mais ínfimo pormenor, abordando os cuidados de saúde, os controlos e humilhações permanentes. No filme, a Marina é um exemplo. A sua voz representa a de muitas mulheres migrantes oriundas da Europa de Leste. O envolvimento do cuidador com seu trabalho, enquanto profissão com riscos, foi muito bem traduzido no vídeo vencedor.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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