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Explosões industriais pelo mundo. Mas no Brasil também ocorrem…

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Indústria com risco de explosão está no mundo e no Brasil (Foto Pixabay)

Para este blog, especialmente na categoria de áreas classificadas, o objetivo mais importante é alertar que unidades industriais com atmosferas explosivas, explodem! E não apenas no Brasil, país com precário comportamento em relação à prevenção. No mundo inteiro, os setores produtivos de processamento de grãos alimentícios, combustíveis, químico, petroquímico, farmacêutico, gás combustível, plásticos, entre outros, estão suscetíveis às tragédias com explosão.

Transcrevo algumas notícias que comprovam minha afirmação: “Em 14/01/18 o navio petroleiro iraniano Sanchi, que carregava 136 mil toneladas de condensado leve, explodiu na costa sudeste da China e afundou, oito dias após um incêndio ter se iniciado quando ele colidiu com o navio cargueiro CF Crystal. A autoridade chinesa informou que o navio transportava condensado leve da Coreia do Sul para a empresa Bright Shipping Limited, subsidiária da National Iranian Oil Company, no Irã.

Em 29/01/18, houve uma explosão na refinaria de petróleo da estatal CPC em Taoyuan, cidade na região noroeste de Taiwan, ocorrida na Unidade de Hidrodessulfurização (HDT) 2, quando de seu retorno à operação após uma parada de manutenção que durou um mês. E também, em 7/02/18 houve uma explosão na companhia Ecosfera, que atua no setor de tratamento de resíduos “especiais”, em Bulgarograsso, no norte da Itália, que deixou nove pessoas feridas, sendo três em estado grave. A explosão originou um incêndio, que foi controlado pelos bombeiros. O incidente ocorreu em um reservatório de solventes”.

Desde o lançamento deste blog tenho chamado a atenção para a necessidade de um estudo de classificação de áreas em plantas industriais, que se inicia pela análise da “probabilidade” da existência de atmosferas explosivas. A presença de produtos em forma de gases ou líquidos inflamáveis, ou ainda poeiras e fibras combustíveis liberados por equipamentos de processo industrial, como tampas, tomadas de amostras, bocas de visita, drenos, vents, respiros e flanges são considerados “fontes de risco” pela possibilidade de vazamento.

Esclareço que uma mistura de substâncias inflamáveis quando sob condições atmosféricas, na presença de uma fonte de ignição, a combustão se propaga provocando a explosão. Segundo Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, especializada na prevenção de explosões e proteção de pessoas e ativos, os responsáveis pela segurança industrial precisam, juntamente com profissionais e empresas capacitadas, definir as estratégias nos sistemas de proteção contra explosões, baseadas em requisitos normativos e informações técnicas. “Na classificação de riscos, devem-se observar os aspectos das substâncias inflamáveis, os diagramas elétricos das instalações, graus de risco, ponto de fulgor, pressão de vapor, ventilação, entre outros”, explica Raña.

Portanto, para garantir a segurança das instalações e empregados, é extremamente importante prover sistemas de proteção contra explosões, antes que as indústrias sejam um beco sem saída.

 

Um Comentário

  1. Francis Santos

    Acompanhei pela imprensa a explosão e incêndio do navio petroleiro iraniano Sanch. A segurança em atmosferas explosivas só deve ser feita por quem é qualificado e certificado pelas normas.

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