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Explosão, só se for de alegria

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

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Explosão, só se for de alegria (foto Pixabay)

Em uma democracia, votar é a expressão objetiva da participação do povo para decidir os rumos da administração pública nos municípios, estados e no País. No domingo passado, fomos às urnas para escolher os prefeitos e vereadores dos municípios brasileiros. Após a votação, os resultados demonstraram que não é possível enganar a população o tempo todo e para sempre. As urnas deram um recado claro: político que não presta amargou um sonoro não dos eleitores. Candidatos e seus padrinhos estragados foram chorar em suas casas. Isso, sem dúvida, gerou uma explosão de alegria desta blogueira irrequieta.

Depois desse desabafo de satisfação, vou me ater à prevenção de acidentes contra explosões que podem ocorrer em áreas classificadas. Coloco de lado a explosão no sentido figurado, para escrever sobre os aspectos técnicos que envolvem um sinistro em ambientes com atmosferas explosivas que mantêm substâncias combustíveis.

Mas o que pode desencadear uma explosão seguida de incêndio? Há muitas variáveis, mas para ser simples, vou lembrar a faísca, que é uma fonte de ignição que pode ser o início de um fato trágico, capaz de ferir trabalhadores e gerar perdas materiais. Ambientes com atmosferas explosivas que mantêm substâncias combustíveis precisam de atenção. Toda semana escrevo sobre áreas classificadas, não porque seja um papagaio que repete o que ouve. O que faço é contar sobre a importância da prevenção e proteção que buscam eliminar os riscos em empresas dos setores químicos, petroquímico, petróleo, farmacêutico, tintas e vernizes, resinas, alimentício, onde há a presença de gases, vapores, poeiras ou fibras, que são suscetíveis às explosões. Estas ocorrem por causa da combinação de produto inflamável, oxigênio e faísca. Há setores em que a presença de faíscas é constante, em função das máquinas e equipamentos. Por exemplo, numa indústria de móveis, que processa madeira e gera pó, o risco de a faísca funcionar como fonte de ignição é enorme.

Os responsáveis por uma indústria do setor de móveis não devem ignorar esses riscos e deixar de instalar um sistema preventivo. Ao gestor cabe antecipar-se aos problemas de processos produtivos, em vez de desesperar-se quando o acidente ocorre.

Um sistema de detecção de faísca visa controlar a centelha como fonte de ignição. Nesse caso, faz parte de medidas protetivas a implantação de um sistema que abrange o sensor detector, um dispositivo extintor e a central de controle. Assim, quando a faísca é descoberta, um sinal digital é emitido ao controlador, que ativa os extintores, ou faz desviar a fluxo da chispa até uma zona segura. Como se vê, há tecnologia de prevenção, o que falta é conhecimento e investimento em sistemas adequados. Controlando a centelha proveniente da faísca, elimina-se a fonte de ignição.

“De fato, as soluções já existem, o que ainda falta é a conscientização sobre os riscos de explosão e suas causas. Além disso, plantas industriais seguras geram melhorias de processos”, afirma Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, fabricante de produtos com tecnologia contra atmosferas explosivas.

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