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Explosão industrial não é tsunami e requer prevenção

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

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Tragédia natural é imprevisível. Explosão industrial, não. (Foto Pixabay)

No mundo há vários desastres naturais que devastam cidades, deixando um rastro de destruição e morte. São terremotos, tsunamis, ciclones e inundações de grandes proporções que podem até ser previsíveis, mas sempre difíceis de evitar. O Brasil tem muitas mazelas políticas, que resultam também em tragédias humanas. Sim, ocorrem os graves desabamentos causados pelas chuvas, fenômeno meteorológico, mas que, muitos desses, têm mais a ver com o descaso do estado do que propriamente com causas naturais.

Já em relação aos acidentes industriais que ocorrem no País, como as explosões, por que estes surgem? Será que podemos chamá-los de tragédias deliberadas, fruto de gestores negligentes e incompetentes? Evidentemente, cada desastre industrial tem suas causas específicas, que devem ser apuradas. O que não se pode negar é que há, no Brasil, uma mentalidade empresarial que beira a imprevidência. Exemplo? Uma indústria que mantém áreas classificadas exige precauções especiais para construção, instalação e utilização de equipamentos. Ocorre que nem todas consideram que um sinistro possa acontecer com elas. No entanto, a responsabilidade de avaliar os riscos de explosão é do empregador.

No contexto industrial, em setores que processam substâncias inflamáveis ou poeiras combustíveis, é preocupante o alto poder da mistura de ar e fontes de ignição como eletricidade. Assim, para prevenir acidentes em ambientes com atmosferas explosivas deve-se investir em um projeto de áreas classificadas, que não pode ser confiado a um leigo, envolvendo medidas que impeçam o desastre.  Portanto, elaborar o documento de classificação de áreas é um primeiro passo à proteção industrial. Também há normas técnicas que estabelecem os critérios de prevenção em ambientes com atmosferas explosivas.

“É importante que a empresa siga à risca as normas que estão em vigor e esteja equipada com tecnologias de ponta. Só assim é possível evitar uma tragédia explosiva em áreas classificadas”, recomenda Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, fabricante de produtos com tecnologia contra atmosferas explosivas.

 

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