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Explosão: aconteceu de novo

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

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Incêndio em indústria pode ser evitado

Um incêndio atingiu uma esteira transportadora de cargas da empresa portuária Rumo Logística na madrugada da quinta-feira (14) passada, em Santos (SP). O fogo na estrutura, que liga o armazém XX ao XXIII – que não são do cais, e sim de retaguarda -, começou depois de 4 horas, sendo controlado pelo Corpo de Bombeiros de Santos, evitando uma tragédia de grandes proporções e contagem de vítimas, felizmente.

Para quem é especialista em áreas classificadas essa notícia não é nenhuma novidade. Já aos donos de indústrias /ou armazéns, que se omitem a reconhecer o quanto é necessário investir contra as ‘bombas’ dentro de certos ambientes operacionais, resta colocar as “barbas de molho”. Nesse acidente específico suas causas ainda estão sendo apuradas. Se nesse caso não houve vítimas, certamente houve prejuízos, que poderiam ter sido evitados.

Os engenheiros e técnicos do setor Ex, locais nas indústrias sujeitos à “probabilidade” da formação de uma atmosfera explosiva, envolvendo zonas de gases, vapores inflamáveis, poeiras e fibras combustíveis, ainda precisarão trabalhar para conscientizar os gestores industriais a investirem em prevenção. Neste blog, faço essa parte, divulgando os riscos e os sistemas de prevenção e proteção.

Clayton Leal, responsável técnico da Lemacon Serviços Industriais, lembra que alguns aspectos devem ser pensados em áreas industriais com risco de explosão. “Em primeiro lugar é saber o real potencial explosivo e, para isso, é necessário conhecimento da ‘mecânica da explosão’. Esse conhecimento vem de pesquisas, contato com empresas e especialistas no assunto e também atentar-se ao que está acontecendo nos Estados Unidos e Europa, que estão décadas à nossa frente, em termos de segurança”, explica.

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Paulo Raña, engenheiro da Adix

Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, fabricante de produtos com tecnologia contra atmosferas explosivas, também corrobora da prioridade dada pela comunidade Europeia à segurança, que entende a prevenção e proteção como questões sérias. “Lá, a consciência das empresas já é uma realidade, desde o projeto, a escolha dos sistemas, a instalação até o programa de manutenção. Projetar medidas de proteção já faz parte das instalações de qualquer nova unidade fabril, não havendo dúvida sobre sua necessidade ou não, e os investimentos em melhorias de plantas existentes são constantes”, afirma Ranã.

Leal lembra o papel da manutenção nas máquinas industriais como primordial. Segundo ele, mais de 50% dos acidentes nos mais diversos equipamentos se dão pela falta de manutenção. “Nesses casos, o equipamento se deteriora até que alguma falha importante aconteça causando graves acidentes, como projeção de peças pesadas, vazamentos de fluidos quentes e em alta pressão, incêndios e explosões”, explica.

Finalizo: não vou explicar os motivos técnicos do acidente em Santos na semana passada. Não entro em detalhes, pois é função dos investigadores e peritos de acidentes. Aqui fica apenas o alerta: não há alienação maior do que poder contar com soluções tecnológicas que evitam tragédias e não querer dispor delas, achando que explosões só acontecem com a ‘indústria do vizinho’. Antes de haver uma sucessão de erros que resultaram no incêndio, houve, sem dúvida, antevisão e mau gerenciamento. #prontofalei.

3 Comentários

  1. Allan-DPROTEÇÃO

    Acredito que a sensibilização das empresas aumentará a medida que outros meios de divulgação ,como o seu Blog Emily , promovam a informação com conteúdo e não apenas como noticia sensacionalista.Parabéns!

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