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Estabilidade da CIPA não deve ser um chamariz. Seu papel vai muito além

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

FOTO-URNA14
Cipa digital

O que é o que é que todo trabalhador da iniciativa privada gostaria de ter, mas só os servidores públicos têm? Essa é fácil, não? Acertou quem se lembrou da estabilidade no emprego. Não vou mentir: também já tive esse sonho. Mas, como jornalista, as chances foram muito poucas. Hoje, tenho argumentos suficientes para combater a tal da estabilidade no emprego. Só dou um: já fui, muitas vezes, maltratada em órgãos públicos por funcionários que se achavam acima do bem e do mal. Na verdade, pouco estava se importando com a minha demanda pelo serviço. “Ah, mas por que tenho que tratar bem a solicitação da Emily? Se não atendê-la, não vou perder meu emprego mesmo!”, tenho certeza de que assim pensou o tal servidor público. E não apenas eu. Quem não já se sentiu vítima de um deles? Mas não sou radical nem quero polêmica, quero é entrar num aspecto que nos interessa neste blog. Trata-se da estabilidade dos membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, a CIPA, que muitas empresas são obrigadas por lei a implantar.

A deturpação da estabilidade na CIPA é um problema recorrente no mercado. Ora, um empregado que topa participar da eleição e torna-se um ‘cipeiro’ não deve ter a manutenção do emprego como único objetivo. Aliás, o trabalhador que participa da CIPA deve é querer contribuir com a saúde e segurança do trabalho dos companheiros de empresa. A estabilidade não deve ser encarada como um ganho pessoal ou um benefício. Longe disso, mas acontece, e por isso critico. Até posso entender que a estabilidade, nesse caso, é um mecanismo para garantir autonomia para o trabalhador desempenhar a sua função na CIPA. Nesse papel, ele vai, muitas vezes, cobrar do patrão soluções e ações em benefício da segurança. Ele vai sugerir investimentos do empregador, que, talvez, não esteja interessado em fazê-los.

Então, logicamente, é nessa hora que a estabilidade protege o cipeiro de ser demitido, porque ‘afrontou’ o patrão. O tempo de estabilidade é de dois anos, começando no ato da candidatura e se estende até um ano após o final do mandato. O que vale a pena ao trabalhador que faz parte da CIPA é estar atento à segurança geral dentro da empresa. Nesse período de gestão, o trabalhador deve atuar e ver como uma ótima oportunidade para fazer um trabalho diferenciado na empresa E destacar-se como alguém que tem a segurança como um valor. Isto sim é uma atribuição inovadora, e não a estabilidade.

E por falar em inovação, o processo eleitoral da CIPA também modernizou-se. Hoje, já há o sistema CIPA Online, da FQL Solution, em que o procedimento eleitoral passou a ser ágil, com menos custos diretos e indiretos e com ganho de produtividade. Por quê? Porque a votação para a escolha dos membros é feita em urna eletrônica pela internet. A ferramenta aumenta a participação na escolha dos representantes, automatiza o processo, acelerando a apuração dos votos e garante mais segurança e eficiência no resultado. Consciência e tecnologias funcionam muito bem como instrumentos de prevenção de acidentes de trabalho.

 

7 Comentários

  1. Susana Hidas

    Estabilidade no emprego é coisa de comunista. Já está mais do que provado que não dá certo. É por isso que o funcionalismo público não funciona.

  2. Reginaldo

    Tem muito cipeiro que só pensa na estabilidade e não faz nada em defesa da saúde e da segurança dos colegas. Isso precisa acabar.

  3. Ju

    Emily, acho que a estabilidade nao é a melhor entrada para o assunto da CIPA, tanto é que os comentários aqui são sobre estabilidade, e não sobre CIPA. E sim, tem cipeiro sendo demitido, isso está acontecendo, infelizmente.

  4. Juliana Andrade Oliveira

    Emily, acho que a estabilidade nao é a melhor entrada para o assunto da CIPA, tanto é que os comentários aqui são sobre estabilidade, e não sobre CIPA. E sim, tem cipeiro sendo demitido, isso está acontecendo, infelizmente.

    1. emily sobral

      Juliana, num trecho do post deixo claro: “o trabalhador que participa da CIPA deve é querer contribuir com a saúde e segurança do trabalho dos companheiros de empresa. A estabilidade não deve ser encarada como um ganho pessoal ou um benefício. Longe disso, mas acontece, e por isso critico. Até posso entender que a estabilidade, nesse caso, é um mecanismo para garantir autonomia para o trabalhador desempenhar a sua função na CIPA. Nesse papel, ele vai, muitas vezes, cobrar do patrão soluções e ações em benefício da segurança. Ele vai sugerir investimentos do empregador, que, talvez, não esteja interessado em fazê-los”. Quanto aos comentários, desde que mantenham o nível, são opiniões independentes do blog.

  5. Maria Elvira

    A participação na CIPA é uma honra para o trabalhador. Ele deve fazer tudo que está ao seu alcance para defender e aprimorar a segurança dos funcionários na empresa.

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