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Espaço confinado: falta de conhecimento pode resultar em graves acidentes

Há inúmeras atividades profissionais, e cada uma apresenta riscos, que requerem medidas de prevenção. A gestão em SST é a única forma de preservar a vida do trabalhador. Bem, é verdade, que há uma, em especial, que considero que não é “bolinho”. Trata-se do trabalho em espaço confinado. Ora, alguém imagina executar uma atividade numa área ou ambiente que não foi projetada para ocupação do homem de forma contínua? Outra característica do espaço confinado é possuir meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação é insuficiente para remover agente poluidor ou haja deficiência de oxigênio. Credo, fico até sem ar, só de escrever sobre esse cenário.

Volto ao ponto. Além de difundir a norma regulamentadora 33, criada em 2006, que estabelece os parâmetros do trabalho nesses espaços, quero apontar que, por trabalharem de forma incorreta, sem conhecimento satisfatório, muitos empregados perdem suas vidas em espaços confinados.

Esses ambientes estão presentes na construção, na indústria de transformação, na agricultura, no setor petroquímico, entre tantos outros. A triste realidade de acidentes e perdas de vidas humanas resultou na NR 33.  Aliás, o esforço conjunto de profissionais que ajudaram a construir o texto da norma e a transmitir conhecimento técnico tem sido de grande valia nessa área. A propósito, melhorar o discernimento continua sendo urgente, pois ainda hoje empresas e trabalhadores têm dificuldades em identificar e distinguir esse tipo de ambiente.

Sim, por exemplo, uma caixa d´água que se encontra vazia e vai passar por manutenção é um espaço confinado. E há vários espaços típicos, por setores, como silos, tanques, transportadores enclausurados, valas, fornos, digestores, dutos, poços, cabines, galerias, vagões tanque ferroviário, navios-tanque, e vou parar nesses exemplos.

O treinamento para supervisores e técnicos que trabalham no apoio aos empregados que entram em espaços confinados se faz necessário. A prevenção nessa área não está restrita a uma única formação, pois é preciso haver uma visão multidisciplinar. As discussões dos profissionais concentram-se em norma e procedimentos, protocolo médico e psicológico para avaliação do trabalhador e do aspecto de salvamento. Nesse ponto, é importante reativar o debate e dar ênfase aos procedimentos corretos na situação do salvamento de trabalhadores que desmaiam dentro do espaço confinado. No que tange ao salvamento em espaço confinado, há interpretações errôneas, pois há instrutores que consideram que para retirar um trabalhador desmaiado, basta manter um sistema de tripé e o vigia para que se retire a vítima. Ledo engano. Felizmente, com as alterações do texto da NR 33, ficaram claros os quatro procedimentos para fazer o resgate: localizar o trabalhador, oferecer os primeiros socorros, removê-lo e encaminhá-lo ao pronto atendimento.

Por Emily Sobral

4 Comentários

  1. Emily

    Katarina, o que posso responder? SUPER OBRIGADA! Se você me conhecer pessoalmente, vai ver que estou “vermelha” de vergonha. kkkkkkkk. abração, emily

  2. Rosana Leite

    O que muitas vezes me assusta é que a NR-33 está aí para ditar a gestão de segurança em espaços confinados e ainda temos tantos casos de mortes por asfixia ! Qual será a verdadeira causa ? São as empresas que a descumprem, falta de fiscalização dos órgãos competentes ou são os seus funcionários que não estão devidamente conscientizados do risco que correm quando adentram um espaço confinado sem as medições de oxigênio, sem a presença do vigia, sem EPIs, ou sem o devido preparo para resgate do colega caso aconteça o acidente. Vide acidente ocorrido em 18/6/14 com funcionários de uma terceirizada contratada por uma empresa de saneamento básico. Além deles um catador de recicláveis, imagine, uma pessoa que nem fazia parte do serviço, morre na tentativa de salvar pessoas.

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