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EPI não é tudo, mas é importante ter o melhor e o mais adequado às condições ambientais

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

EPI tem que ter qualidade para proteger do risco (Foto Pixabay)

A invisibilidade dos temas de saúde e segurança do trabalho na grande imprensa foi um dos motivos que me levou a abrir este blog, em janeiro de 2015. Aqui, passei a analisar diariamente e dar clareza às normas e gestão das empresas em prol da segurança dos trabalhadores.

Nesta mídia, quase nunca abro espaço aos assuntos que seduzem os ‘coleguinhas’, que são os acidentes graves, com amputação de membros e muito sangue, que se confundem às páginas das notícias populares. Aqui, prefiro expor as inúmeras questões, complexas ou mesmo simples que levam à prevenção, criticando, por vezes, a empresa, o governo ou ainda o trabalhador.

No Brasil, o setor é extremamente legalista e desenvolve-se com o formato tripartite. Por isso, sempre considero que as três partes têm responsabilidade pela integridade física e mental de qualquer trabalhador, em toda atividade produtiva. Faço esta abertura para escrever sobre o EPI, o equipamento de proteção individual, item popular nos meios da grande imprensa, pois muitos jornalistas que cobrem algum acidente de trabalho logo acham que o pobrezinho do empregado acidentou-se porque ‘não estava usando o EPI’. Ora, mal eles sabem sobre o papel do EPI, que não é evitar acidentes, mas sim, amenizar as lesões ou agressões à saúde. Não estou rebaixando o EPI, apenas explicando sobre o seu real papel, que é a última barreira entre uma condição de risco e o empregado. Além do mais, as alegações sobre os EPIs não se limitam a proteger o trabalhador. O profissional do serviço especializado de medicina e segurança do trabalho (SESMT) sabe bem que não basta mandar o empregado usar o EPI no canteiro de obras ou no chão de fábrica. Por trás da norma e dos procedimentos há muito mais a aprofundar. A escolha do equipamento mais adequado ao risco, por vezes, requer conhecimento, fazendo a diferença entre ser eficiente ou não. A decisão por determinado tipo de equipamento vai depender do ambiente de trabalho e sobre sua atividade. Cada agente agressivo deve ser bem estudado (físico, químico, biológico, ) e assim os gestores de segurança estão capacitados para solicitar às empresas as melhores opções de EPI.

Porém, não basta fazer a boa compra do produto, aquele com certificado de aprovação, o CA, expedido pelo Ministério do Trabalho. Antes, há a conscientização quanto à importância do uso, a forma de torná-lo mais confortável possível, sua resistência e todas as informações que o trabalhador precisa saber.

6 Comentários

  1. Luis Fernando

    É verdade, a grande imprensa só se interessa por acidente grave, com muito sangue e mortes. Ninguém fala sobre como prevenir, porque eles acham que isso não vende. É por isso que esse blog é tão importante.

  2. RCT Radio

    Olá! Parabéns pelo blog, com assuntos sempre tão relevantes para a segurança do trabalho.
    Somos a RCT, oferecemos rádios profissionais troncalizados ou convencionais, rádios digitais para a indústria e para os negócios, rádios de HF tanto profissionais como para radio aficionados.
    Somos distribuidores autorizados Kenwood. Gostaríamos que você conhecesse nossos rádios.
    Estamos aqui: http://www.rctradio.com.br

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