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EPI indispensável, mas que não é obrigatório. Você sabe qual é?

https://go.hotmart.com/B5610719NPor Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

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Trabalhar na rua, correndo risco…
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… da radiação solar (Fotos: Pixabay)

Os males do trabalho a céu aberto não são considerados pela legislação brasileira. Mesmo que a Constituição Federal assegure a todos os trabalhadores a redução dos riscos ocupacionais, por meio de normas de saúde, higiene e segurança, lembro que o fornecimento de protetor solar para quem labora a céu aberto não faz parte da NR 6, norma regulamentadora que dispõe sobre equipamento de proteção individual.

Sim, há na Câmara Federal um Projeto de Lei, do deputado Márcio Marinho (PRB-BA), tramitando desde 2012, que torna obrigatório pelo empregador o fornecimento de protetor solar. Mas, como é de se supor, não será neste momento, em que o governo discute com o poder legislativo projetos de viés econômico, que o protetor solar ganhará holofotes para ser votado, não é mesmo? É evidente que esse tipo de proteção é indispensável, pois a radiação solar afeta a pele, aumentando o risco de câncer cutâneo, já que os raios ultravioletas são o principal agente etiológico dessa doença. A radiação UVA entra nas camadas mais profundas da epiderme e da derme, causando efeitos nocivos graves ou menos graves, como o envelhecimento da pele (o que não tem solução, solucionado está).

Agora, independentemente do PL ainda não ter sido votado, algumas cidades do Brasil já tornaram obrigatório o uso de protetores solares para os empregados, além de acordos coletivos de diversas categorias profissionais já terem sido firmados. Quer dizer, na prática, muitas empresas já disponibilizam o produto aos trabalhadores. Exemplos: as agências dos Correios fornecem sem ônus para seus empregados o protetor solar. Muitas empresas contratadas das prefeituras dos municípios brasileiros, responsáveis pela limpeza urbana, também fornecem o protetor aos coletores de lixo.

Para contribuir com a prevenção aos danos da radiação UVA, reforço ao leitor, seja empregador ou empregado, que para o uso do protetor solar, alguns critérios devem ser seguidos: observação do fator de proteção solar (FPS), que deve ser pertinente ao tipo de pele do trabalhador; comprovação de que o protetor solar é hipoalergênico (baixo potencial de causar alergia); sua capacidade de proteção seja contra os raios ultravioletas A como os ultravioletas B; e que o produto seja aprovado por órgão competente. Importante também é orientar e treinar o trabalhador sobre o uso apropriado, a guarda e conservação do protetor solar. Além de conscientizar e ensinar, cabe ao empregador exigir e fiscalizar o uso correto.

Assim como hoje destaco uma medida preventiva por meio do protetor solar, lembro que há outras ações igualmente importantes contra a exposição à radiação solar. Chapéus, óculos e roupas adequadas. E por falar em vestimenta, imagine um tecido que vem ao encontro dessa proteção, para ser utilizado nos uniformes dos empregados. Bom, não? Pois é, a Santista WorkSolution desenvolveu um produto tratado com substâncias inibidoras dos raios solares. Trata-se do tecido da linha Coldblack, que reduz sua absorção em cores e promove melhor gerenciamento térmico. Uma inovação tecnológica contra o desconforto térmico, o tecido diminui a temperatura em até 5 ºC, ajudando a reduzir o incômodo causado pelo calor. O produto é apropriado aos uniformes de coletores de lixo, carteiros e agentes de trânsito. As empresas que investem em tecidos especiais nos uniformes dos seus empregados demonstram que, além de saúde, promovem também qualidade de vida. É bom saber que até no Brasil, coisas boas acontecem.

4 Comentários

  1. Maria Lídia

    E inaceitável que a NR 6 não inclua o uso do protetor solar como EPI indispensável à saúde do trabalhador exposto à radiação solar.

  2. Jéssica

    E inaceitável que a NR 6 não inclua o uso do protetor solar como EPI indispensável à saúde do trabalhador exposto à radiação solar. [2]

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