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Engenheiros e técnicos de segurança do trabalho: que os deuses protejam quem protege os trabalhadores

Para quem cresceu na terra de todos os santos (Bahia), tenho algumas crendices: por exemplo, só uso branco na sexta-feira. É uma forma de reverenciar o Senhor do Bonfim, consagrado nesse dia. Sim, foi apenas depois que saí de Salvador e vim morar em São Paulo, que passei a manter esse ritual. Os leitores já devem estar se perguntando o que há de superstição com SST. Nada, mas este ano, o 27 de novembro, dia do Engenheiro de Segurança do Trabalho e do Técnico de Segurança do Trabalho, ter caído justo hoje, sexta-feira, fez-me lembrar de meus rituais.

Logicamente, como essas duas categorias fazem parte do público deste blog, não deixaria de fazer uma consideração sobre esses profissionais. Listaria facilmente as profissões essenciais ao desenvolvimento das nações. Qual povo viveria sem professores e médicos? Agora, transplantando ao mundo corporativo, não há como negar o papel essencial que tanto engenheiros e técnicos desempenham dentro das empresas. Veja bem, não há como negar que o técnico de segurança é peça fundamental dentro de uma organização. É ele ou ela (tem crescido o número de técnicas no País) quem avalia o que pode dar errado durante a execução de um serviço.

No fim das contas, quanto mais crescem os setores produtivos no Brasil, mais é preciso ter cuidado para enfrentar os riscos do ambiente de trabalho. Sem dúvida, é uma função que atua preventivamente, antes que o acidente com o trabalhador ocorra. Mas, claro, nem tudo são flores em se tratando de uma área que precisa estar respaldada pela alta gestão corporativa. Se uma empresa não vê a segurança do trabalho como um valor inegociável, o técnico contratado será apenas um posto ocupado, devido à exigência legal.

Também há uma crítica construtiva ao técnico, feita nada mais nada menos do que por um representante influente do setor, Adir de Souza, presidente do Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado do Paraná (SINTESPAR):O técnico ainda não tem consciência plena de que tem uma profissão regulamentada, que precisa ter uma consciência de classe e que é tão importante à sociedade. Vejo técnico criticando técnico, o que não vemos, por exemplo, médico falando mal de médico”, Souza puxa a orelha. Ele lembra que a categoria deve reciclar-se, participando de cursos e seminários, criando uma verdadeira sinergia de classe. “A participação dos eventos e discursões faz parte do processo democrático”, ensina. Pois é, Adir de Souza, o primeiro parceiro deste blog, sabe o que está falando, pois é o técnico em segurança do trabalho que participa da elaboração da política de saúde e segurança no trabalho dentro das empresas, liderando ações educativas e medidas de prevenção com o intuito de minimizar a ocorrência de acidentes e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.

Por Emily Sobral

2 Comentários

  1. Claudia

    Emily, não conhecia seu sincretismo religioso. rsrsrsr. Mas proteção de Deus é sempre bom, ainda mais no mundo de hoje. Parabéns, para você também por cobrir a área de SST, com tanta objetividade.

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