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Engenharia de segurança do trabalho atua para preservar a saúde e integridade física do trabalhador

A aplicação da engenharia de segurança do trabalho nos ambientes dos diversos setores econômicos é inevitável para que o País cresça, preservando a saúde e segurança de sua classe trabalhadora.

Uma pessoa que chega à aposentadoria com saúde e livre de sequelas de acidentes viverá uma nova etapa de vida ostentando um padrão saudável. Para o Estado, o trabalhador livre de doenças e acidentes é incrível, pois não onera os cofres públicos com benefícios. Entretanto, há ainda, desconhecimento sobre a engenharia de segurança do trabalho, principalmente quanto ao seu papel. Proteger a vida do trabalhador é responsabilidade peculiar à área de engenharia do trabalho. Por que estou levantando a bola dessa categoria? Simples: a cada dia a engenharia de segurança do trabalho ganha espaço nas estruturas das empresas, mesmo sem completo entendimento sobre suas atribuições. Cabe à área identificar os riscos existentes nos processos de trabalho, instalando formas de eliminá-los, por meio de proteções coletivas e enclausuramento de equipamentos que ofereçam riscos de acidentes.

O engenheiro monitora o ambiente para que o empregado não seja submetido à exposição nociva de riscos químicos, físicos, biológicos e ergonômicos. É com o trabalho profissional do engenheiro do trabalho, que é possível manter o ritmo das funções operacionais, sem surpresas e paralização devido a acidentes e doenças do trabalho. A área deve promover ambientes saudáveis e livres de riscos. Porém, as técnicas e atividades na promoção da saúde ocupacional das empresas não são mágicas dos engenheiros. São investimentos e ações autorizadas e custeadas pelos empregadores.

“O conhecimento do engenheiro do trabalho ajuda a compreender os riscos aos quais estão expostos os trabalhadores, antecedendo-se aos acidentes”, explica Roberval Janeli Santos, engenheiro do trabalho há 37 anos. Para ele, a importância da engenharia de segurança pode ser traduzida pelo Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). É com o PPRA que as medidas de controle serão propostas e instaladas. As médias e pequenas empresas fazem primeiramente o exame médico, em vez de fazer o PPRA. No entanto, segundo explica, a medicina do trabalho conhece o risco a posteriori. Já a engenharia trabalha com a prevenção, pois, depois que o acidente ocorre, o problema é bem mais complexo. Janeli ressalta que os ganhos da engenharia do trabalho são essenciais, uma vez que envolvem a preservação da empresa e do ser humano. “O mais importante da empresa é o ser humano”, diz. Janeli orienta que o papel da engenharia de segurança se dê desde o projeto de um empreendimento, para que seja possível balizar o cronograma físico de execução da obra, atuando com a prevenção em cada etapa.

É por isso que mais uma vez chego ao ponto do FAP/NETP. O princípio da alíquota paga pela empresa para financiar a segurança sobre acidentes do trabalho pode levar ao desconto no Fator Acidentário Previdenciário de até 50% ou pagar o dobro, ou seja, 100%, a depender do número de acidentes e doenças de trabalho ocorridos na empresa. Daí, o investimento na área de segurança do trabalho tende a ser “forçado”, pelo menos àqueles que querem descontos de tributos ou tenham a segurança como valor. Para a área de engenharia do trabalho, a lógica do FAP é elogiável, pois assim há como promover por meio de técnicas ambientes saudáveis e ausentes de riscos.

Por Emily Sobral

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