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Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho: o blog adverte que, em segurança do trabalho, o que vale é a prevenção

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Wesley hoje é palestrante para ‘ensinar’ prevenção aos trabalhadores (Foto: Reprodução/ Facebook)
A segurança do trabalhador não tem preço (Foto: Pixabay)

Em meados de 1994, o eletricista de manutenção Wesley Almeida perdeu os dois braços durante um acidente de trabalho. Ao testar o disjuntor com o circuito reenergizado, ele levou um choque elétrico de 3 mil volts, que mudou sua vida. Segundo conta num vídeo no youtube, por excesso de confiança e para ganhar tempo, e por supor que o equipamento já havia sido desligado, entrou nas estatísticas dos acidentes trabalho. E, pior, com uma grave sequela. Ele conta ainda que, naquele dia, sequer cumpriu o procedimento de isolar seu local de trabalho. Ah, Wesley diz também que não usava luva de proteção, quando ocorreu o acidente. Resultado, por não ter morrido, ele agradece ao colega que o socorreu, mas, obviamente, a partir desse fato trágico, viu sua vida transformada radicalmente.

Claro que ele precisou fazer uma série de adaptações no dia a dia. Mas diz que, hoje, sabe se virar sem os braços. Ora, conviver com uma deficiência física por causa de um acidente de trabalho faz qualquer um refletir sobre a vida, não é? No vídeo, ele resume sobre uma questão básica capaz de reduzir o número de acidentes ocupacionais: prevenção e responsabilidade com o cumprimento de normas de segurança que todos trabalhadores e empregadores devem colocar em prática.

A tragédia de Wesley, infelizmente, não é um fato isolado no País. Aliás, se há um ranking que o Brasil ostenta quase no topo, é o de acidentes de trabalho. Lamentável, lamentável e lamentável. Pois bem, o Brasil definiu o dia 27 de julho como o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho. A intenção surgiu nesta data, em 1972, ano em que o governo instituiu o Serviço Obrigatório de Segurança e Medicina do Trabalho em empresas com mais de 100 funcionários. À época, a situação de acidentes era ainda mais alta. Com isso, surgiu a legislação que obriga as empresas a tomarem medidas preventivas para impedir que doenças e acidentes do trabalho aconteçam em diversos setores profissionais.

Pela data comemorativa, aproveito para parabenizar os profissionais das áreas de saúde e segurança do trabalho, que tanto promovem a conscientização quanto as ações que precisam ser tomadas pelas empresas e empregados para a segurança de todos. A história de Wesley mostra que o comportamento de cautela e as medidas de segurança são vitais à integridade física, já que não é nada fácil viver sem braços, não é mesmo?

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica. 

 

2 Comentários

  1. Wesley Almeida

    Bom dia Emily. Favor fazer as seguintes correções:
    Ao testar o disjuntor com o circuito reenergizado,
    Ao dar manutenção em um disjuntor com o circuito desenergizado.
    O circuito foi reenergizado, devido alguns fatores:
    – Atender produção.
    – Faltou a questão Comunicação.
    – Falta de atualização de projetos de engenharia.
    – Sistema de bloqueio, falho. Hoje temos estes através de cadeado.

    Ele conta ainda que, naquele dia, sequer cumpriu o procedimento de isolar seu local de trabalho.
    – Eu deixei de cumprir o procedimento em sua totalidade.
    Meu procedimento pedia que eu fizesse um aterramento… Montante e Jusante. E aterrei somente a montante, pois levei em consideração que haviam feito o desligamento na Geração de energia; e meu projeto me mostrava que o circuito não teria como ser energizado de outra forma…. O projeto estava desatualizado.
    Desnecessariamente a produção julgou ser necessário ligar o sistema de bombas do reservatório de agua industrial. E o fizeram, através de uma outra fonte de energia…. Alimentando o circuito que eu realizava a manutenção.

    Sim. Seguir um procedimento em de segurança, em sua totalidade e garantir a realização da atividade em segurança, sem ocorrência de acidente

    Ah, Wesley diz também que não usava luva de proteção
    – Sim, excesso de confiança e meu projeto de engenharia – Desatualizado, ME SINALIZAVA QUE O CIRCUITO NÃO TINHA OUTRA FORMA DE SER REENERGIZADO. Eu tinha feito o corte da energia elétrica na geração. E u deixei sim de usar o EPI.
    Dentro de todo este contexto.

    Hoje realizo palestras na área de SST, Em diversas empresas no país.

    Telefone para contato. 31-999536147 ou no email : wesleyfralmeida@yahoo.com.br

  2. Francisco Piratininga

    Emily, como sempre seu texto é conciso e capaz de fazer o alerta que o tema exige. Parabéns hoje por você contribuir com a prevenção de acidentes de trabalho, com seu excelente blog.

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