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Mais cuidado com o trabalho em altura, por favor

Depois de três anos de vigência, a norma que regulamenta o trabalho em altura no Brasil, a NR 35, ainda suscita dúvidas. Estas estão relacionadas à escolha correta do sistema de proteção, ancoragem, resgate e treinamentos. “Atualmente é difícil dizer qual a porcentagem de empresas que atende a 100% dos requisitos das normas, mas com certeza já há um consentimento da importância da norma e da sua correta aplicação, mas, com certeza, as empresas têm muito que evoluir para fazer tudo de forma correta”, explica o consultor Fábio Cruz, diretor da HW Treinamentos Brasil.

Segundo Cruz, a NR35 não é, na verdade, uma norma difícil de executar, mas falta a capacitação correta de quem organiza e planeja o trabalho em altura, uma vez que uma das maiores dificuldades está em selecionar a ancoragem precisa e a forma de resgate de um trabalhador caído.

Há ainda alterações em termos de regulamentação a serem aplicadas nas atividades em altura. Está em consulta pública o anexo II que trata de ancoragem e a alteração do item cinco da norma, que trata de Sistemas de Proteção Contra Quedas. “Acredito que os próximos passos seriam uma revisão no item resgate e um anexo detalhando as capacitações e treinamentos”, afirma.

O principal desafio ao se fazer a gestão de SST em relação ao trabalho em altura chama-se planejamento. “O trabalho em altura não é apenas chegar e fazer. É necessário planejar e organizar a atividade. Um bom plano de proteção contra quedas e um excelente treinamento, tanto para quem planeja como para quem executa, são as chaves para a boa gestão”, conclui Cruz. Além disso, o mercado sofre uma verdadeira revolução quanto aos equipamentos.

Os acidentes típicos dos trabalhos em altura são as quedas, obviamente, com diferenças de nível. Já as causas desses acidentes são, na maioria das vezes, ocasionadas por atos inseguros. Por exemplo, os trabalhadores expõem-se a riscos desnecessários, não utilizam as ferramentas adequadas, não fazem a ancoragem do cinto de segurança, não usam EPI e descumprem as regras e procedimentos de segurança. Quer mais? Trabalham em altura sob efeito de álcool ou drogas. Qual é o juízo que tem um empregado desses? Conscientização e educação aos empregados de trabalho em altura!

Por Emily Sobral

5 Comentários

  1. Emily

    Roberval, obrigada! Você sabe que eu sou uma jornalista especializada em SST e, no mínimo, devo saber escolher minhas fontes! Abraço.

  2. Fabio Cruz

    Emily, fico feliz em poder contribuir e me coloco a disposição para maiores informações sobre a capacitação de pessoa competente em proteção contra quedas. Fabio Cruz (11) 2378-8102

  3. valter silva

    Parabéns pela reportagem, conheço pessoalmente o Fabio e sou pessoa competente em altura,treinamento realizado no Texas USA,a convite dele e isso ajudou muito, hoje vejo a falta de experiência de muitos técnicos no mercado de trabalho em altura, o que acabam não avaliando corretamente os riscos existentes.
    Parabens

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