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Dermatose ‘ocupacional’ por trabalho voluntário. Existe? Infelizmente, poderá sim

Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Manchas de óleo cru na praia de Pirambu (Foto: Ibama/SE)
Se ficarem sem proteção, trabalhadores poderão desenvolver dermatoses por causa do petróleo cru (SE) (Foto: Adema/Divulgação)

Quem trabalha em contato com agentes químicos, sem proteção, corre o risco de desenvolver uma dermatite. A doença manifesta-se como uma reação inflamatória na pele decorrente da exposição ao agente químico.

Em ambientes ocupacionais que mantêm equipes de segurança, responsáveis por fazerem análise de risco e apontarem as medidas de prevenção, as patologias podem ocorrer, mas há constante monitoramento quanto ao imprevisto. Agora, o desastre ambiental que vem ocorrendo na Costa brasileira há mais de 40 dias, em que voluntários se arriscam para limpar as manchas de óleo no mar, identificadas como petróleo cru, pode levar a uma verdadeira epidemia de dermatoses, por trabalho voluntário. E o problema de saúde pode ir além da irritação na pele, pois o contato com o petróleo pode atingir o trato respiratório e até o sistema nervoso central.  Portanto, aos voluntários e aos profissionais destacados pelo governo para recolherem esse óleo maldito, e ainda sem origem desvendada, este blog recomenda que, durante a limpeza, evite-se o contato direto com o óleo por meio do uso de máscara descartável, luvas de borracha resistente, botas ou galochas de plástico ou outro material impermeável.

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Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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