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Cresce suicídio de policiais, será que está relacionado às atividades violentas?

Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Policiais precisam de prevenção em SST (Foto Pixabay)

Não encontrei nenhum twitte de profissional de saúde e segurança do trabalho nem postagem no Instagram repercutindo os dados divulgados, no início deste mês, pela Ouvidoria da Polícia de São Paulo sobre o aumento do número de suicídios cometidos por policiais militares em São Paulo. Por que será? Não podemos analisar os riscos ocupacionais aos quais estão expostos os policiais militares, que os podem levar até ao suicídio? O que leva essa categoria a cometer um ato máximo contra sua própria vida, justamente uma que convive diariamente com criminosos e assassinos, e tem a missão de combatê-los e reprimi-los? Mas vamos à realidade dos números de suicídio, que cresceram 84% no ano passado em relação a 2017, saindo de 19 para 35 casos. O estudo mostra que o aumento refere-se mais aos PMs aposentados: 4 casos, em 2017 para 15 em 2018, elevação de 275%.

Parece que a inatividade foi um gatilho do transtorno mental relacionado ao trabalho, que levou os ex-policiais a se matarem? Meus palpites não têm base cientifica, evidentemente. Minha intenção é expor que há evidente desgaste mental na função do agente da segurança pública no Brasil. Segundo o Atlas da Violência 2018 do Ministério da Saúde, o Brasil superou o patamar de 30 assassinatos a cada 100 mil habitantes, com a marca de mais de 62 mil mortes violentas intencionais em 2016. Portanto, o profissional de SST tem a obrigação de, no mínimo, cobrar das autoridades que o que é exigido em medidas de prevenção contra doenças e acidentes de trabalho do setor privado, também deve ser para o setor público.

É preciso que providências de proteção sejam previamente tomadas para preservar a integridade física e mental dos policiais. Decerto, a corporação paulista já conta com programas de prevenção ao suicídio e com estudos para entender o fenômeno envolvendo esses profissionais. Além disso, um trabalho científico denominado “autópsia psicológica” tenta buscar com familiares e amigos das vítimas as razões para esse tipo de fatalidade.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

Um Comentário

  1. Jaques marques

    Emily, a maioria dos prevencionistas é de esquerdistas que defendem bandidos. não fica nem um pouco sensibilizado com os riscos dos policiais.

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