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Contra risco de explosão: o setor começa a acertar o passo

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Indústria protegida contra explosão toma medidas globais (Foto Pixabay)

Resolver o problema das áreas classificadas não se trata apenas de solucionar o X da questão. Primeiramente, explico: área classificada é um local onde uma atmosfera potencialmente explosiva exigirá precauções especiais para a construção, instalação e utilização de equipamentos elétricos. As questões que envolvem as atmosferas explosivas (Ex) passam necessariamente pela totalidade de medidas que devem ser tomadas nesses locais.

Afinal, os desastres que ocorrem em indústrias devido a gases, vapores, poeiras ou fibras resultantes de processos fabris causam mortes e destruição. E, pior, acontecem sempre, tanto no Brasil como no mundo. Para solucionar e evitar tragédias, as ações de prevenção não se fazem com uma ‘bala de prata’. Os aspectos técnicos são complexos e requerem legislação, conhecimento e recursos.

Hoje, a estrutura de prevenção contra explosões e incêndios já conta com um bom patamar profissional, mas muito ainda há de se construir e aprimorar. O ponto de partida, naturalmente, foram as normas técnicas elaboradas pela Comissão de Estudo de Projetos de Normas Ex da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

No Brasil, o Comitê 31 do COBEI da ABNT tem abraçado a importante missão de manter atualizadas as normas que respaldam os projetos de proteção aos riscos de explosão para o parque industrial nacional. E, mais, essa padronização tem tido como parâmetro a normatização internacional da IEC. A legislação visa a orientar a utilização dos equipamentos elétricos e mecânicos, serviços, instalações, empresas de prestação de serviços e competências pessoais Ex.

Nos últimos anos, empresas e profissionais envolvidos com atmosferas explosivas estão unindo esforços para que as indústrias petroquímicas, farmacêuticas ou processadoras de alimentos, entre outras, contem com uma legislação específica às áreas classificadas. Segundo Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, especializada na prevenção de explosões e proteção de pessoas e ativos, vê-se no setor uma evolução clara e constante. “Hoje já há legislação, e a normatização passou a ser de uso obrigatório, além da exigência de certificação dos componentes elétricos utilizados nessas áreas e a necessidade de qualificar a mão de obra que opera em atmosferas explosivas”, explica Raña. Para ele, o setor já tinha um excelente respaldo tecnológico de proteção de equipamentos, representado nas janelas de alívio de explosão, abafadores de explosão, sistemas de inertização e demais aparelhos, mas agora, com todos os envolvidos levando a sério a prevenção contra os riscos de tragédias explosivas, a história começa a ser outra.

 

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