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Construção civil continua no topo do ranking dos acidentes

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

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Risco de queda ainda ameaça o setor de construção civil (Foto Pixabay)

Entra ano, sai ano e o posto de setor com maior número de mortes de trabalhadores no Brasil continua sendo a construção civil. Os acidentes que mais vitimam os trabalhadores estão relacionados às quedas com diferença de nível, impacto originário de material projetado e desabamento e desmoronamento. Já os principais agentes causadores foram plataformas, andaimes, telhados e estruturas.

Para modificar esse quadro de ocorrências graves e fatais, as construtoras precisam cumprir as medidas de segurança elencadas na NR 18, norma regulamentadora da indústria da construção. Mas o descaso com a prevenção continua sendo a explicação para o topo do ranking. Por conta desse cenário, a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho, realizou no setor um maior número de inspeções de saúde e segurança do trabalho, com 28,28% do total de fiscalizações de 2016, que envolveram outros segmentos.

Segundo o relatório do ministério, 11,57% das empresas do setor de construção civil foram notificadas, 36,01% receberam autos de infração, 54,57% sofreram interdição ou embargo, e 25,78 tiveram acidentes de trabalho analisados.

Alguns fatores explicam o perfil de acidentes do setor, entre os quais, a falta de capacitação dos trabalhadores, a demora nas autuações trabalhistas e a ausência de medidas de proteção coletiva. O empregador precisa cumprir a legislação e a NR 18, priorizando o planejamento da obra em todas as suas etapas para suprimir os riscos de acidentes.

Segundo o coordenador-geral de Fiscalização e Projetos do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, SIT, Jeferson Seidler, buscou-se com as inspeções realçar a necessidade de uma adequada gestão dos riscos, processo que passa pela correta identificação, avaliação e controle dos riscos de adoecimentos e de acidentes relacionados ao trabalho.

 

6 Comentários

  1. Juvenal Costa

    Levará anos pra mudar a cultura desse setor. precisaria a união do estado, empresários e trabalhadores para dominuirem os acidentes

  2. ROBERVAL JANELI SANTOS

    A lei existe mas, fazer cumprir é um desafio.A corda sempre rompe do lado mais fraco. No meu ponto de vista é necessário educar os Patrões e os funcionários. Tornar um trabalhador aleijado,doente ou morto isso é trabalhar contra o país,portanto ante-patriótico.
    Até quando vamos assistir isso????? Esses números deveriam envergonhar os responsáveis do país. “Falta da CONSCIÊNCIA HUMANA”

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