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Conscientização e plano de ação precisam fazer parte das indústrias com risco de explosão

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

O parque industrial no País com risco de explosão continua sendo uma ameaça à segurança dos trabalhadores. Os locais em desacordo com a legislação são frequentemente fiscalizados pelo Ministério do Trabalho, e irregularidades constatadas. Resultado: autos de infração são aplicados, como ocorreu recentemente com as empresas que atuam no Porto de Paranaguá, no Paraná.

Sim, a fiscalização é necessária, mas a conscientização voltada principalmente em unidades dos setores químicos, petroquímicos, petróleo, de distribuição de combustíveis, plásticos, biodiesel, fabricantes de gases industriais, tintas e vernizes, borrachas, resinas, essências e indústrias de alimentos fragrâncias, farmacêuticas, usinas de açúcar e álcool, carvão, processamento de grãos, siderúrgicas, se faz muito mais necessária. Digo isso porque se nada acontecer em favor da compreensão sobre as indispensáveis proteções em locais com atmosferas explosivas, muitas vidas ainda serão ceifadas. Infelizmente, ainda hoje os profissionais envolvidos com ambientes com atmosferas explosivas constatam uma grande quantidade de plantas industriais em não conformidade no que diz respeito à aplicação das normas técnicas.

Segundo Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, especializada na prevenção de explosões e proteção de pessoas e ativos, para se garantir a operação dessas unidades industriais com segurança, é preciso que as empresas cumpram com uma série de documentos que são a base da gestão dos riscos em áreas classificadas. “Primeiramente, os desenhos de classificação de áreas devem ser atualizados e desenvolvidos por profissionais habilitados, capacitados e, de preferência, certificados”, afirma Raña.

Nessas áreas devem-se manter os equipamentos elétricos e eletrônicos submetidos a um programa de inspeção constante. Essa revisão deve atender as orientações da norma NBR IEC 60079-17, sobre os requisitos de segurança dos equipamentos Ex em áreas classificadas. “Lembramos ainda que os sistemas de proteção, como controladores de fontes de ignição, neutralizadores de atmosferas explosivas, equipamentos de detecção e apagamento de faíscas e painéis de abertura de janelas de explosão, devem dispor de certificação, bem como serem fabricados com rigorosos controles de produção, seguindo as diretivas internacionais”, afirma. Para ele, não menos importante é o plano de treinamento para todos os empregados que atuam em locais com riscos de explosão.

 

 

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