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Conscientização é a chave

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Desde o acidente, Peralta percorre o Brasil dando palestras nas empresas

As empresas brasileiras vêm investindo cada vez mais em equipamentos e no cumprimento de normas e leis de segurança no trabalho, a fim de evitar o que pode ser uma tragédia pessoal para o empregado e uma tremenda dor de cabeça para o empregador.

O assunto é relativamente novo; há duas décadas, quem sabia o significado de siglas como CIPA, SIPAT, EPI? Pois hoje elas são temas de suma relevância, principalmente para as grandes corporações, que não poupam esforços para evitar acidentes de trabalho.

Entretanto, por mais que se invista em treinamentos adequados e equipamentos de proteção eficientes, há ainda muito a se fazer para conscientizar o trabalhador de que ele pode ser a próxima vítima de um sinistro.

“Meu pai vivia me alertando, mas eu achava que comigo nunca nada iria acontecer”, conta Flávio Peralta, que em 1997 perdeu os dois braços ao receber uma descarga elétrica de 13.800 volts enquanto trocava o transformador de uma chácara em Londrina. Peralta, que à época tinha apenas 27 anos, atribui a ocorrência à soma de vários fatores: falta de treinamento, equipamentos de proteção individual ineficientes (o capacete estava sem garra, a luva furada e o aterramento não funcionava direito) mas, sobretudo, ao excesso de autoconfiança: ele subiu a escada sem antes verificar se a rede estava ligada. E estava.

O ex-eletricista tem plena consciência de que cometeu um erro. Desde então, dedica a vida a alertar o trabalhador sobre a necessidade de proteger-se. Além do site: www.amputadosvencedores.com.br, Peralta escreveu dois livros e já deu mais de 900 palestras pelo País afora. Casado com Jane, também amputada devido a uma batida de moto, ele diz: “Quando chego às empresas, fica todo mundo assustado comigo. O impacto é muito grande, mas é melhor levar um susto do que passar por isso”. Ele afirma que desde seu acidente as concessionárias de energia elétrica mudaram completamente os procedimentos, mas, mesmo assim, ainda há funcionários que resistem ao cumprimento de algumas normas e ao uso adequado de EPIs. É verdade que os EPIs às vezes incomodam, atrapalham, mas eles são o “anjo da guarda” do trabalhador, e ele precisa estar muito certo disso, considera Peralta.

Se por um lado a sensação de invulnerabilidade pode ser um dificultador no processo de conscientização do trabalhador jovem, a falsa ideia de proteção gerada por muitos anos de experiência dos funcionários mais antigos são barreiras à prevenção de acidentes que merecem toda a atenção dos empregadores no que diz respeito à prevenção de acidentes do trabalho.

Por Dorothea Piratininga

10 Comentários

    1. antoniocsantos@gmail.com

      rua osmar antoniolli

      NÃÕ É FACIL.LIDAR COM ESSE CASOS……APENAS QUE OS EMPREGADOS SEJA MAIS RESISTENTES PERANTE OS EPIS…….FAZER ACONTECER O QUE SE HOUVE AS TEORIAS………O MAIOR RESPONSAVEL PELA MINHA SEGURANÇA TEM QUE SER EU…PRINCIPALMENTE DEPOIS DE TREINADO OU RECICLADO.

  1. Diego Belzunces Pedrosa

    É lamentavel acontecimentos como esses e infelizmente continuam ocorrendo todos os dias
    a vitima nesse caso tomou consciencia da prevenção da maneira mais dolorida

  2. Flávio Peralta

    Olá como vai,quero agradecer carinho equipe,conte conosco sempre,salvar vidas não tem preço,Feliz 2015 para todos,Abraços Palestrante Flávio Peralta.

  3. Américo Laboeiro

    Olá Flávio,
    Continua a ser um deficiente eficiente e a auxiliar a salvar vidas, Muitos parabéns pelo trabalho desenvolvido.
    Feliz 2015! Que seja repleto de amor, paz no mundo, sabedoria e projetos concretizados!
    Abraço.

  4. Rosana Leite

    Conscientização é Cultura. E essa para ser construída leva tempo. Envolve o compromisso da alta direção da empresa, muito treinamento e responsabilidade individual do trabalhor e da equipe. para o cenário brasileiro hoje significa muito trabalho a vista. Percebemos que a cultura de segurança está presente no trabalhador, quando o mesmo leva pra casa todo o aprendizado de prevenção de acidente no trabalho, afinal de contas na nossa casa temos também perigos e riscos. Parabéns pelo post !

  5. Sandra Hitomi Yamafuku

    Emilia, a forma como vc escreve além de demostrar clareza, faz com que a leitura seja gostosa, acessível e didática para todos. Maravilha!

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