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Conforme sempre alertamos: falta hidrante para combater incêndios como o do Largo do Paissandú

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Bombeiros precisaram combater o incêndio com água racionada da Sabesp, em São Paulo, no Largo do Paissandu. (Foto Rovena Rosa – Agência Brasil)
Escassez de hidrante na região da tragédia dificultou o combate (Foto Pixabay)

Para quem cobre jornalisticamente um tema especializado, caso de segurança e proteção contra incêndio (uma categoria deste blog), os novos desdobramentos da tragédia do prédio no Largo do Paissandu, em São Paulo, apontando que o combate às chamas no edifício que desabou foi dificultado pela falta de água dos hidrantes na cidade, não é novidade.

Quem acompanha este blog já deve ter lido que um dos principais desafios no combate a incêndios em áreas urbanas é a insuficiência de hidrantes. No caso do incêndio envolvendo os sem-teto, estes estavam com água racionada pela Sabesp. Faltar água para combater uma tragédia como esta é um negócio do balacobaco, não é?  O Corpo de Bombeiros de São Paulo precisou adotar outras estratégias, como, por exemplo, utilizar o reservatório do caminhão com 20 mil litros de água que dura apenas 11 minutos. Na verdade, os tanques de água são por si só uma fonte de suprimento limitada. Mas a questão que deve ser avaliada pelas autoridades dos Estados é a pequena quantidade de hidrantes espalhados pela cidade. E esta é uma realidade do Brasil inteiro. Segundo a corporação, esse problema precisa entrar em pauta nas discussões dos governos. O combate a incêndios já se tornou uma tarefa difícil para o Corpo de Bombeiros do País. A falta de hidrantes compromete o serviço e coloca em risco a vida da população.

Além da quantidade insuficiente, os hidrantes, normalmente, têm algum tipo de defeito, como baixa vazão d’água, falta de rede ou até mesmo obstruídos por carros e motos estacionados em frente aos aparelhos. Já passou da hora de o Brasil resolver os problemas básicos de infraestrutura.

 

5 Comentários

  1. Noélia Santos

    Tudo que é em prol do cidadão, o Estado deixa pra lá. Os Corpos de Bombeiros devem encampar esta luta por mais hidrantes.

  2. Abel mosca

    Ai eu pergunto, vcs acham que tem algum politico preocupado com os cidadãos, eles nem sabem que existe cidadãos no país.

  3. Emily Sobral

    Também acho que político nenhum, hoje, está preocupado com os cidadãos. Por isso, precisamos escolher candidatos diferentes nas próximas eleições para ocupar os postos do poder legislativo e executivo deste País. Na democracia, não há outra saída senão escolher pessoas honestas e decentes.

  4. Márcia Leão

    Lendo este texto uma coisa me chamou atenção: nunca reparei ou nunca, mesmo, vi, pelo menos aqui em Salvador, hidrantes espalhados pela cidade. Como isso poderia ter ajudado no recente incêndio acontecido em São Paulo!

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