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Condições de trabalho em presídios precisam fazer parte das medidas de Moro

Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Ambiente prisional brasileiro é caótico tanto para os criminosos como para os agentes prisionais (Foto Agência Brasil)

Não é mais novidade que o Brasil de hoje está polarizado politicamente. No setor de segurança pública, por exemplo, as divergências são extremadas e há até apoiadores de corruptos e bandidos, que juram de pés juntos que estão certos. As ONGs de direitos humanos estão sempre denunciando os excessos das forças de seguranças contra os bandidos. Agora, todos nós sabemos que o ambiente prisional brasileiro é caótico, não regenera ninguém e contém inúmeros riscos aos agentes penitenciários.

Sim, os detentos que são custodiados pelo Estado, em muitos presídios, são tratados como animais, o que é lamentável e precisa de uma solução racional e definitiva. Mas, aqui, pelo que trata este blog, que é a saúde e segurança do trabalho, temos que destacar as medidas de proteção aos profissionais de segurança, sejam agentes prisionais, policiais militares ou civis. Primeiramente, os profissionais sofrem com as péssimas condições de infraestrutura das penitenciárias do País, estresse ocupacional e jornada excessiva. Muitas dessas, podem ser consideradas como ambientes insalubres, que resultam em abalos à saúde física e mental. Sem contar, que os agentes sofrem ameaças constantes dos detentos, prejudicando enormemente o equilíbrio emocional. Pesquisas realizadas com agentes penitenciários sobre as condições de trabalho mostram que a média de vida é mais baixa do que outras profissões, morrendo em média aos 45 anos. Os problemas de saúde recorrentes dessa categoria são diabetes, hipertensão, obesidade, estresse e depressão.

Mas o principal problema é a complexidade de solução da questão e criação de medidas preventivas efetivas. Como mudar o ambiente laboral das prisões, se é preciso políticas e orçamento para isso?  Muitas penitenciárias mantêm ambientes úmidos, falta iluminação, cadeiras ergonômicas, banheiros sujos e janelas quebradas. Paro por aqui, fazendo um apelo ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro: coloque em suas prioridades medidas de saúde e segurança do trabalho para os agentes penitenciários. Ah, sim, se o Congresso Nacional consentir, não é mesmo?

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Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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