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Como trabalhar em frigorífico seguro de que não vai morrer de frio

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Quem trabalha em frigorífico sente frio, não é mesmo? (Foto Pixabay)

Trago sempre neste blog o tema de segurança dos trabalhadores de frigoríficos, pois os riscos das atividades em ambiente com variação de temperatura não é mole não. Imagino que a J&F, holding por meio da qual a família Batista controla o frigorífico JBS, é uma das maiores empregadoras do País, com todos os malfeitos de corrupção que vieram à tona na Operação Lava Jato, não deva cumprir com todos os procedimentos de segurança ocupacional, não é?

Mas quem sou eu para achar que há descumprimentos da legislação de segurança? Por isso, vamos à questão específica de gestão de SST. O programa de prevenção de riscos nesse setor não pode prescindir de um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) bem elaborado. Com relação ao agente de risco frio, a NR 15, na norma regulamentadora 15, de atividades e operações insalubres, não estabelece os limites de tolerância, o que torna necessário buscar outra norma, que direcione as ações de prevenção com base em limites de tolerância. Nesse caso, deve-se adotar a norma americana ACGIH (American Conference of Governmental Industrial Higyenists).

A área de segurança ocupacional precisa investir em medidas coletivas, o que inclui projeto de instalações adequadas e manutenção dos equipamentos em dia. Entretanto, quando se pensa em proteção contra o frio, o foco principal está mesmo nos equipamentos de proteção individual, os EPIs. Para a proteção térmica de quem trabalha em frigorífico, o uniforme completo inclui a preservação do tronco e membros da pessoa. Essa lista abrange luva para as mãos, capuz de cabeça e pescoço e bota térmica. Recomenda-se que as roupas de baixo sejam de algodão, que absorve umidade.

Além dos EPIs, que devem ser utilizados e trocados após desgaste, o trabalhador de frigorífico precisa receber treinamento, capacitando-o aos primeiros socorros, reconhecimento dos sinais de hipotermia, práticas de trabalho seguro e rotas de trabalho seguro. O treinamento é um meio de conscientizar sobre os riscos e sua prevenção.

 Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

2 Comentários

  1. CELIA WADA

    Emily…Como sempre seus artigos são ótimos

    Estou levando vários para nossos sites…você sabe!!!
    Sua forma de abordar é muito interessante…
    Veja este caso…
    Por conta dessa resolução e desse “problema” desenvolvemos uma cadeira especial para frigoríficos com um revestimento em PEAD que é aceito pela RDC275…
    http://brasgolden.com.br/pagina.php?id_pagina=17348#.XKNfidJKjIU
    Fiquem a vontade …

    APROVEITO E FAÇO UM CONVITE MUITO INTERESSANTE – EMILY VOCÊ PRECISA PARTICIPAR!!!
    Em nome da Fundacentro e de nossa comissão organizador, venho convida-los a participar de nosso evento que, com certeza irá agregar valores ao seu escopo.
    23-04-2019 – 1° SIMPÓSIO SOBRE EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A RADIAÇÕES IONIZANTES NO BRASIL
    Gratuito – inscrições limitadas
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    Fico a disposição
    att
    CÉLIA

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