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Como prevenir as alergias ocupacionais

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Vermelhidão é um dos primeiros sintomas da dermatite (Foto Pixabay)

Quem não tem ou já não teve alguma espécie de alergia? Eu mesma, quando estou com gente chata do lado, começo a sentir uma coceira no pescoço… rsrs. No trabalho, o que dizer? Não são por causa dos colegas, é claro, mas pelas substâncias irritantes e nocivas do ambiente que fazem as alergias ou dermatoses de pele surgirem.

A dermatite ocupacional representa uma parcela significativa das doenças profissionais. O setor de construção e a indústria metalúrgica encabeçam as áreas de maior prevalência. A grande questão é que seu diagnóstico é de avaliação complexa. Primeiramente, há uma coceira. Depois, vem a vermelhidão na pele. Aí, dão-se asas à imaginação, supondo o que pode ser aquele mal. Como todos somos médicos, a automedicação é apenas uma consequência. Na sequência dos dias e sem melhora, o trabalhador acometido de uma dermatose resolve procurar o dermatologista.

Ao relatar o início dos sintomas, o paciente, por vezes, não conta sobre as características de seu ambiente de trabalho e a atividade que exerce. Omitir essas informações desobriga o médico de levantar suspeitas quanto à possível alergia do trabalho. Felizmente, muitos SESMTs (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho) de empresas mantêm programas de prevenção às alergias causadas pelas substâncias dos processos produtivos. Deve-se conhecer e detectar os principais potenciais alérgenos, que são os elementos causadores das alergias, do ambiente. O nível de exposição às substâncias de risco deve ser controlado. É importante também que as empresas monitorem e promovam o acompanhamento médico preventivo aos empregados para a detecção de potenciais riscos.

Havendo ocorrências de vários casos de alergias, os responsáveis devem iniciar uma investigação para detectar os elementos suspeitos causadores. O trabalhador com alergia deve ser afastado do agente causador ou reforçar o uso de equipamento de segurança de proteção individual. O médico do trabalho pode encabeçar campanhas de orientação aos funcionários quanto aos riscos. No caso de dermatose ocupacional, a comunicação clara melhora a probabilidade de se fazer o diagnóstico precoce, que aumenta as chances de cura. Mas, certamente, no caso da doença instalada, a realização de exames, como testes de contato, são essenciais. Para a prevenção, proteções coletivas e mudanças, quando possível, da substância causadora de alergia, é recomendável.

 

2 Comentários

  1. Karina Freitas

    É sempre difícil dar o diagnóstico de dermatite ocupacional. Achar o nexo entre a substância que o trabalhador está entrando em contato e a alergia é a grande questão. Assunto pertinente no meio da prevenção de saúde de trabalho.

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