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Como melhorar a segurança do trabalho em portos e embarcações marítimas?

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Há muitos riscos na atividade portuária (Foto Pixabay)

Há normas regulamentadoras específicas, como a NR 29, de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário, e a NR 30, de SST em atividade aquaviária, mas a realidade dos portos brasileiros mostra que os trabalhadores que laboram nesses setores continuam expostos aos riscos, seja devido ao acidente de trabalho típico ou à doença ocupacional. Entre os riscos mais recorrentes estão as quedas de objetos suspensos, ruídos e intempéries. As cargas, que, em sua maioria, são transportadas em contêineres, que chegam até 30 toneladas, oferecem os maiores riscos de acidentes. Os guindastes ou guinchos utilizados nos portos emitem alarmes sonoros ao se movimentar, sendo responsáveis pelo excesso de ruídos. Entretanto, são dispositivos de segurança obrigatórios.

Esse tipo de trabalho, executado a céu aberto, faz com que os trabalhadores estejam sujeitos às intempéries climáticas, como chuvas, ventos, exposição ao sol e às oscilações de temperatura ao longo do dia. As condições climáticas não podem ser controladas, por isso a importância do uso de equipamentos de proteção individual (EPI). Diante dos velhos riscos ergonômicos e de função exercida a céu aberto, faz-se necessária uma eficaz gestão de segurança do trabalho, que reduza as doenças e os acidentes que ocorrem nesse setor.

Nos dias 11, 12 e 13 de junho, em Recife (PE), profissionais e pesquisadores de SST estarão reunidos no V Congresso Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário e Aquaviário. Entre outros temas, serão discutidas a atuação da Comissão Permanente Nacional Portuária e a Aplicabilidade da NR 29; a segurança nas hidrovias; a uniformização e atualização das cargas perigosas; o transporte aquaviário e planos de emergência; acidentes por escalpelamento.

Além desses, o congresso trará temas como a contribuição normativa da Marinha; o trabalho em navios de cruzeiros; e questões como a fiscalização do trabalho aquaviário; as condições de trabalho nas atividades da pesca e mergulho; acidentes do trabalho no setor pesqueiro; aposentadoria especial dos trabalhadores portuários; SST nas plataformas de petróleo; e organização do trabalho e sofrimento psíquico.

 

 

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

2 Comentários

  1. CELIA WADA

    EMILY…como sempre, ótima matéria!!! parabéns
    Esse tema é imenso, os RISCOS desse profissional vai além do simple imaginário….
    Aqui trabalhamos o risco dos profissionais e dos responsáveis pelas embarcações….Fazer a SEGURANÇA TOTAL…é super especial…fazer um “seguro” da mercadoria transitada é tão complexo quanto fazer o seguro de quem trabalha no processo…
    Te falo que, da correta gestão dos riscos desses processos depende, também, a nossa segurança!
    Como disse….tema sensacional!
    Abraços!

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