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Como garantir saúde e integridade física ao trabalhador?

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Brasilia - Policiais Federais protestam, com uma encenação da Polícia  doente, numa maca de hospital, com balão de oxigênio e soros, simbolizando a deplorável situação do órgão (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Saúde para todos os trabalhadores (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Os transtornos mentais respondem pela terceira causa de afastamento do trabalho no Brasil. Já as lesões por esforço repetitivo (LER), que fazem parte dos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), são a segunda causa de afastamento do trabalho no Brasil. Finalmente, encontram-se no topo desse ranking, segundo a Previdência Social, as fraturas de pernas, punhos e braços, por causa das quedas em altura. É um verdadeiro infortúnio aos acidentados.

Primeiramente, porque ninguém gosta de ficar doente e incapacitado. Em segundo lugar, porque para receber o auxílio-doença, os trabalhadores enfrentam burocracia, como ter que passar pelo médico-perito do INSS, o que não é nada agradável. Acho que vocês sabem a que me refiro, pois o contribuinte no Brasil é tão bem assistido pelos órgãos públicos, que é uma maravilha! Portanto, o melhor mesmo é retornar ao trabalho e ser feliz trabalhando. Do lado das empresas, que ficam sem seus empregados durante os afastamentos, o ‘pepino’ também é grande. A começar pelo custo financeiro com que terão de arcar, especialmente a partir do surgimento do FAP (Fator Acidentário de Prevenção), que faz a alíquota do imposto aumentar segundo o número de casos de afastamentos, por doença ou acidente de trabalho.

Empresas com muitos afastamentos por motivo de saúde, pagam mais imposto. Daí, a gestão de pessoas, nos tempos de FAP, exige competência. Não adianta as companhias criarem nomes de departamentos pomposos se, na prática, não conhecem nem os perfis de saúde de seus empregados.  Por que isso é importante? Ora, conhecer os fatores preditivos dos afastamentos é entender a ‘ficha’ de saúde do trabalhador. Se a empresa sabe que 50% de seus empregados são hipertensos, não pode demorar em criar ações de prevenção para que ‘surtos’ de AVC (Acidente Vascular Cerebral) não inviabilizem a atividade produtiva. O exagero do exemplo é apenas uma forma de evidenciar que medidas são essenciais.

Ainda sobre a hipertensão, a empresa deve fazer palestras, incentivando seus trabalhadores hipertensos a cuidarem-se, tomando remédios de uso contínuo, e mantendo regularidade de suas consultas com o cardiologista ou médico de trabalho.

Outro ponto importantíssimo, quando não é possível prevenir o afastamento, é acompanhar os empregados durante o período nessa fase que está fora da empresa, para auxiliá-lo em todo o processo. Além disso, para o próprio ser humano, sentir-se abandonado pela empresa é negativo, tendo consequências em seu retorno. Nesse ponto, cumpre à boa gestão estimular o funcionário a voltar às suas funções. Quando não é possível manter-se na mesma atividade, devido à alguma incapacidade permanente, há a chance de reabilitar o empregado e direcioná-lo a outra atividade. A boa gestão dos empregados afastados é unir o racional (menos custos) com a assistência digna que se deve prestar ao empregado. Simples assim.

 

3 Comentários

  1. ROBERVAL JANELI SANTOS

    Hoje vivemos atrelados a leis que nos injeção no tocante ao retorno do funcionário a mesma função pois em sua ficha diz habilitado a isso e recebe por isso. Que ginastica os RHs tende de fazer para relocar e evitar tudo.
    Se a origem da causa não for estudada teremos efeito rebote.
    No meu parecer isso gera um dilema social,verba para tudo isso principalmente em empresas de pequeno porte.
    Colocar essa margem se segurança no preço final do produto?
    Será que competir em um mercado de capitalismo selvagem,principalmente com empresas que estrangeiras que não atendem leis trabalhistas nossas empresas sobreviveriam?
    Boa matéria parabéns.

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