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Com a Notificação dos Acidentes de Trabalho eficiente não há espaço para falácias

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

A notificação dos acidentes de trabalho é importante (Foto Pixabay)

Eu torço para que os mais de 700 mil acidentes de trabalho por ano no Brasil, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), caiam pela metade. Ou melhor, que essa estatística venha decrescendo ano a ano.

O problema é que esses números baseados em suposição, ou seja, dados originados das solicitações dos benefícios previdenciários relacionados aos acidentes de trabalho. A grande verdade é que ainda há muita subnotificação aos órgãos do governo sobre os acidentes e as doenças ocupacionais. Mesmo a partir da decisão do Ministério da Saúde de tornar as notificações compulsórias, gerando um mapa da situação dos trabalhadores atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mais real, ainda falta a Notificação dos Acidentes de Trabalho, que distorce a realidade dos infortúnios laborais. Também os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) espalhados pelo Brasil, cujo objetivo é ampliar a Rede Nacional de Atenção à Saúde dos Trabalhadores (RENAST), integrando os serviços SUS, voltados à Assistência e à Vigilância, que estão frequentemente treinando os profissionais de saúde para que preencham corretamente a ficha de notificação dos acidentes de trabalho, ainda não conseguiram reverter a subnotificação.

É lógico que a notificação é importante, porque, além de ser obrigatória, ela é um parâmetro que vai orientar a adoção de medidas preventivas, servindo para reforçar os cuidados no ambiente de trabalho, bem como no trajeto casa-trabalho-casa. Ou seja, sendo possível identificar o motivo pelo qual os trabalhadores adoecem, poderão ser feitas intervenções sobre suas causas e determinantes. Os problemas de saúde coletiva relacionados com o trabalho serão prevenidos com estratégias consistentes, pois refletem a realidade sobre esses infortúnios. Além disso, é possível identificar os setores econômicos e profissões onde há mais acidentalidade, orientando consequentemente as políticas públicas de prevenção de acidentes.

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