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Cirurgião dentista: sem levanta-e-senta para não sofrer com LER

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Dentistas sofrem com o risco ergonômico (Foto PIxabay)

Caros leitores, nós, que sentamos numa cadeira de dentista como pacientes, nos vemos vítimas de tortura, não é mesmo? Aliás, não há um machão no mundo que já não teve medo de abrir a boca para tratar dos dentes. Mas, temos que admitir que cuidar da nossa saúde bucal não é um suplício tão grande, porque precisamos ficar, por algum tempo, sentados na cadeira de boca aberta. Sejamos justos, quem sofre mais são os profissionais que nos atendem. Eles ficam durante longas jornadas expostos aos riscos da atividade, que são muitos.

Hoje vou me concentrar no risco ergonômico, que resulta em dores no ombro e no pescoço. Vamos entender. Os cirurgiões dentistas trabalham na cavidade bucal do paciente, uma área de visualização limitada. Eles, com o tempo, acabam encontrando um ‘jeitinho’ para que possam enxergar dentes e regiões que vão tratar. Mas, quase sempre, estão em posições ergonomicamente inadequadas, e, num futuro próximo, podem acabam sendo vítimas de lesões por esforço repetitivo na coluna, mãos, braço, ombros ou pernas.

A função do profissional exige concentração, buscando um bom campo visual de trabalho com o paciente, além do necessário alcance dos instrumentos utilizados. A posição incorreta durante o atendimento ao paciente pode levar à fadiga muscular e até à irritabilidade. Nessa função, a ergonomia correta inicia-se com o dentista posicionando-se sobre o mocho. O paciente deve ser atendido sempre na horizontal e não sentado, além de evitar que mude muito de posição. Ocorre que, toda vez que o paciente se move em direção à cuspideira, o trabalho é interrompido, nunca voltando à mesma posição em que estava. Ao reposicionar o paciente, perde-se tempo e o ritmo de trabalho. O cirurgião dentista deve ter visão direta, sem recorrer ao espelho. Ele deve ficar com os pés no chão, coluna ereta e mocho apoiando a coluna na altura dos rins. Seus braços devem sempre estar junto ao próprio corpo e com a coluna perfeitamente ereta. Mas, claro, não existe posição universal, e cada dentista deve posicionar-se de modo a se sentir confortável.

A odontologia atual, que se preocupa com os aspectos ergonômicos, indica que o profissional não deve trabalhar sozinho, mas sempre acompanhado de um assistente, livrando-o do levanta-e-senta. Finalizo: a posição que oferece menos agravos musculoesqueléticos aos dentistas é a mais ereta possível, e nunca entrando debaixo da cadeira do paciente.

 

2 Comentários

  1. Vera Lins

    Meu dentista usa uma cadeira em forma de bola, que é ergonomicamente adequada à atividade dele. Ele sabe se proteger de dores nas costas.

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